O consumo de álcool é responsável por quase 3 milhões de mortes anuais, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado recentemente. Este número representa uma em cada 20 mortes globais, provocadas por fatores como condução sob efeito de álcool, violência, abuso induzido pelo álcool e várias doenças. O estudo, baseado em dados de 2019, destaca que 2,6 milhões de óbitos foram atribuídos ao consumo de álcool, correspondendo a 4,7% do total de mortes. A maior parte das vítimas são homens.
Portugal lidera o consumo de álcool entre os países lusófonos, com 78,1% da população consumindo a substância. O país também registra o maior consumo anual per capita entre esses países, com 13,4 litros por pessoa. Em contrapartida, Guiné-Bissau e Moçambique têm os menores índices de consumo. A Europa, em geral, apresenta os maiores níveis de consumo de álcool por pessoa no mundo, com uma média de 9,2 litros anuais.
A OMS alerta que, apesar de uma leve redução no consumo global de álcool e nos danos relacionados desde 2010, o impacto social e de saúde continua alarmante. O álcool está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças crônicas como cirrose hepática e câncer, além de acidentes e violência. Em 2019, 1,6 milhão de mortes foram causadas por doenças crônicas relacionadas ao álcool, com um destaque preocupante para a faixa etária entre 20 e 39 anos, onde 13% das mortes foram atribuíveis ao consumo de álcool.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, enfatizou a necessidade de políticas mais eficazes para reduzir o consumo de álcool e proteger a saúde pública, especialmente dos jovens, que são desproporcionalmente afetados pelos danos associados ao álcool.
* Com informações Nações Unidas.


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