Na última segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU emitiu um comunicado enfatizando a situação alarmante no Haiti, expressando forte condenação ao aumento da violência e grande preocupação com a crise humanitária em curso.
O comunicado condenou veementemente as atividades criminosas de gangues, classificando-as como “desestabilizadoras”, e ressaltou a urgência de redobrar os esforços para prestar assistência à população haitiana. Destacou-se especialmente os ataques a prisões, que resultaram na fuga de milhares de prisioneiros, e as ameaças dirigidas à polícia e membros do governo.
Os membros do Conselho instaram os grupos armados a interromperem imediatamente suas ações prejudiciais e exigiram que os responsáveis fossem levados à justiça. Além disso, sublinharam a importância do papel da ONU na imposição de sanções contra indivíduos e entidades envolvidos em atividades que ameaçam a paz e a estabilidade do Haiti.
Houve um apelo urgente para proteger o pessoal da ONU e todos os civis, assim como um pedido para reforçar a capacidade da Polícia Nacional Haitiana por meio de uma Missão Multinacional de Apoio à Segurança. A expectativa é que essa missão seja enviada ao Haiti o mais rápido possível, conforme autorizado pela resolução do Conselho de Segurança.
A escalada da violência no Haiti resultou em mais de 360 mil pessoas deslocadas, com a capital, Porto Príncipe, enfrentando situações de grande perigo. Estradas bloqueadas, escassez de combustível e insegurança generalizada têm mantido os residentes da capital trancados, incapazes de procurar refúgio em outras regiões do país.
Dez abrigos para deslocados foram esvaziados devido à violência contínua, deixando famílias em estado de trauma. As necessidades imediatas incluem acesso a alimentos, cuidados de saúde, água e saneamento, bem como apoio psicológico para aqueles afetados pelo conflito.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e seus parceiros têm fornecido assistência humanitária, incluindo água, alimentos, itens de higiene e apoio psicossocial, a milhares de pessoas deslocadas pela violência no Haiti.
* Com informações Nações Unidas.


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