A Human Rights Watch (HRW), uma organização não governamental internacional de direitos humanos, emitiu uma declaração condenando o veto dos Estados Unidos à resolução proposta pelo Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). A resolução, que foi votada na manhã de quarta-feira (18/10/2023) obteve 12 votos a favor, mas foi bloqueada devido ao veto dos Estados Unidos, que são membros permanentes do Conselho.
A HRW descreveu a atitude dos Estados Unidos, representados pela embaixadora na ONU, Linda Thomas-Greenfield, como “cínica” no uso de seu poder de veto. Se não fosse pelo veto, a resolução teria sido aprovada, já que outros membros permanentes do Conselho não votaram contra o texto.
A organização afirmou: “Mais uma vez, os EUA usaram de forma cínica seu poder de veto para impedir que o Conselho de Segurança da ONU atue em relação a Israel e Palestina em um momento de violência sem precedentes.”
A HRW também destacou que o texto da resolução condenava os ataques do grupo islâmico Hamas contra civis em território israelense, algo que os Estados Unidos também apoiavam. No entanto, a ausência desse trecho no texto levou os EUA a rejeitá-lo, o que ocorreu dois dias antes de seu veto.
A organização ressaltou: “Ao fazerem isso, vetaram demandas que eles mesmos insistem, com frequência, em outros contextos, quais sejam: que todas as partes cumpram a lei humanitária internacional e garantam que a ajuda humanitária vital e os serviços essenciais cheguem às pessoas que mais precisam. Eles também vetaram a condenação do ataque de 7 de outubro, realizado pelo Hamas, assim como a exigência de libertação dos reféns.”
Por fim, a HRW propôs que a Assembleia Geral da ONU tome medidas sobre o conflito. “Diante do impasse no Conselho, os países membros da ONU deveriam pedir à Assembleia Geral que tome medidas urgentes para proteger os civis e evitar atrocidades em grande escala.”
*Com informações da Agência Brasil.


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