Verão e Arboviroses: Alerta de infectologista sobre riscos e prevenção

Com a estação do verão, cresce a apreensão em relação às arboviroses, enfermidades transmitidas por artrópodes. O clima quente, a umidade e a água acumulada após as chuvas criam condições ideais para a proliferação de larvas de mosquitos, principalmente o Aedes aegypti. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reportou mais de 47 mil casos prováveis de dengue em 2023, um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. A cidade de Feira de Santana também viu um aumento significativo, com quase 3 mil casos. O médico infectologista Victor Castro Lima do Mater Dei Emec alerta que, apesar de sintomas semelhantes, dengue, zika e chikungunya não devem ser confundidas com resfriados, gripes ou a Covid-19, sendo essencial a avaliação profissional para identificar a gravidade e a origem dos sintomas.

Lima destaca que a dengue, a mais prevalente, apresenta risco maior de evoluir para complicações graves, incluindo sangramentos. Já a chikungunya causa febre e dores nas juntas, persistindo por semanas ou meses, enquanto a zika, além de sintomas febris, pode levar a inflamação na conjuntiva dos olhos, com riscos de malformações em fetos. O tratamento, em todos os casos, foca no controle sintomático e no suporte ao sistema imunológico. Com a temporada de verão, medidas preventivas, como a eliminação de criadouros, limpeza de calhas e caixas d’água, além do uso de repelentes e roupas longas, tornam-se essenciais. Lima ressalta a importância da vacinação contra a dengue, aprovada pela Anvisa, como uma forma eficaz de prevenir casos graves.


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