Em uma manhã no Centro de Medicina do Sono da Mayo Clinic, o Dr. Erik St. Louis, neurologista especializado em medicina do sono, observou algo extraordinário enquanto examinava uma paciente na faixa dos 60 anos. Durante o sono, ela começou a correr vigorosamente sob os lençóis, uma manifestação do Transtorno Comportamental do Sono REM (RBD), uma parassonia que seus colegas e ele tratam há décadas. No entanto, o RBD não é apenas uma inconveniência noturna; pode ser um prenúncio de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson.
A equipe de pesquisadores da Mayo Clinic está liderando uma iniciativa para compreender a história natural do RBD, visando uma triagem neuroprotetiva. O transtorno, que afeta apenas cerca de 1% da população geral, se manifesta em representações físicas dos sonhos, perdendo a paralisia característica do sono REM. Além de representar um risco de lesão aos pacientes e parceiros de cama, o RBD está ligado ao desenvolvimento futuro de doenças neurodegenerativas, incluindo Parkinson.
O Dr. Michael Silber, neurologista da Mayo Clinic, destaca a falta de intervenções que possam alterar a trajetória dos pacientes com RBD que desenvolverão doenças neurodegenerativas. O desafio ético de informar sobre os riscos sem poder preveni-los permanece, e os pacientes enfrentam uma dualidade entre o desejo de conhecimento e a ansiedade gerada pela incerteza. A Dra. Maria Lapid, psiquiatra da Mayo Clinic, explora opções de estimulação magnética transcraniana e outros dispositivos bioeletrônicos para prevenir a progressão da neurodegeneração.


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