No tumultuado do domingo (08/01/2023), marcado pelo ataque golpista às sedes dos Três Poderes em Brasília, a experiente jornalista Tereza Cruvinel enfrentou uma inédita onda de hostilidades enquanto cobria a desocupação do Congresso Nacional. Em entrevista à Agência Brasil, Cruvinel relatou agressões físicas e verbais por parte de bolsonaristas, que a acusavam de colaborar com a polícia. A jornalista, ex-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tornou-se alvo após sua foto ser compartilhada em redes sociais com uma fake news. Este incidente exemplifica o poder das redes sociais em propagar desinformação e instigar o ódio.
Na análise da diretora de relações institucionais da ONG “Redes Cordiais”, Gabriela de Almeida Pereira, a destruição parcial do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal não teria ocorrido sem a tecnologia de comunicação instantânea e a má fé dos agitadores. A especialista destaca que as redes sociais, especialmente aquelas que criam grupos fechados e menos permeáveis, são terrenos férteis para disseminação de discursos de ódio e desinformação.
Gabriela Pereira aponta a urgência da regulamentação das redes sociais no Brasil, argumentando que a falta de rastreamento eficiente facilita a impunidade de quem utiliza esses meios para cometer crimes. Além disso, destaca como as plataformas exploram a emoção dos usuários para obter engajamento, resultando em mudanças cognitivas significativas. Para a diretora da ONG, a tentativa de golpe evidencia a necessidade de responsabilização tanto dos emissores de conteúdo violento quanto das plataformas que o hospedam.
*Com informações da Agência Brasil.


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