Em um marco histórico, o Estado da Bahia anuncia um investimento recorde de R$ 15 milhões para a expansão e fortalecimento dos blocos afros no Carnaval de 2024. O programa Ouro Negro, financiado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), contemplará diversas entidades, com destaque para o Ilê Aiyê, que celebra seu meio século de participação nos circuitos carnavalescos.
O anúncio foi realizado durante um encontro entre representantes dos blocos afros, afoxés e entidades de matriz africana, o governador Jerônimo Rodrigues, os secretários da Cultura, Bruno Monteiro, da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, e demais representantes estaduais, ocorrido no Centro Administrativo, em Salvador, nesta terça-feira (09/01/2024).
No total, quase R$ 15 milhões serão destinados aos blocos afros no Carnaval de 2024, representando um significativo aumento em comparação aos cerca de R$ 8 milhões investidos no ano anterior. Além do aporte financeiro, o encontro teve como objetivo ouvir as necessidades de cada grupo, garantindo sua participação nos circuitos e destacando os temas anuais de cada bloco.
O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a importância das composições das músicas dos blocos afros, anunciando uma homenagem ao meio século dessas entidades. Ele destacou a intenção de transformar essa iniciativa em uma política pública para os próximos anos, demonstrando o comprometimento do Estado com a preservação e promoção da cultura afro-brasileira.
O vice-governador Geraldo Júnior, que foi anunciado como coordenador do Carnaval da Bahia pelo segundo ano consecutivo, enfatizou a relevância do diálogo com os blocos afros, reconhecendo sua importância na manutenção da cultura baiana. Ele expressou seu compromisso em conduzir uma festa democrática e participativa, construindo sobre os aprendizados adquiridos em 2023.
Ângela Guimarães, secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, destacou a Bahia como a escola para o desenvolvimento de blocos em todo o país, ressaltando a riqueza cultural negra que marca o diferencial da cultura baiana. O titular da Cultura, Bruno Monteiro, enfatizou a ampliação do Carnaval Ouro Negro como um reconhecimento do valor dos blocos afros e uma homenagem às entidades que completam 50 anos na festa.
O encontro também abordou a importância de apoiar os grupos e entidades de forma continuada, estendendo o suporte para outros festejos populares, como lavagens e carnavais do interior. A necessidade de visibilidade na televisão foi destacada, com a TVE cumprindo esse papel ao exibir reportagens especiais em homenagem aos 50 anos das entidades no circuito da capital baiana, além da transmissão pela TV Brasil.


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