O cenário da energia solar no Brasil ganha destaque à medida que a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) projeta que os investimentos no setor ultrapassarão os R$ 38,9 bilhões em 2024. Esse otimismo é compartilhado por consumidores, como o médico Washington Ferreira, de Brasília, que, ao investir R$ 23 mil em painéis fotovoltaicos, viu sua conta de energia mensal despencar de R$ 500 para R$ 116.
A ABSOLAR prevê a criação de mais de 280 mil empregos no próximo ano, acompanhados por uma arrecadação superior a R$ 11,7 bilhões para os cofres públicos. A vice-presidente do conselho de administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim, destaca que o setor não apenas impulsiona a economia como permite aos consumidores converter o custo da energia elétrica em consumo direto, principalmente por meio de sistemas distribuídos em residências, comércios e propriedades rurais.
Empresários, como Leonardo Samir, do ramo há nove anos, testemunham o crescimento da demanda pelo serviço. Ele destaca a queda nos preços dos sistemas e a recuperação do investimento pelos clientes em cerca de 3,5 a 4 anos, comparado aos oito anos anteriores. Samir ressalta as vantagens do sistema fotovoltaico, que incluem preços mais acessíveis, a preocupação com o meio ambiente através de uma fonte de energia limpa e renovável, e custos de manutenção reduzidos.
A projeção para 2024 inclui a adição de mais de 9,3 gigawatts (GW) de potência instalada, totalizando mais de 45,5 GW acumulados, equivalente a mais de três usinas de Itaipu. Bárbara Rubim destaca a versatilidade da energia solar, que pode ser instalada em todo o país, seja na forma de geração distribuída, em pequenos sistemas, seja na forma de geração centralizada, graças ao recurso solar favorável do Brasil.
Resumo (Lide):


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