Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela as prioridades de diversos setores industriais brasileiros diante dos desafios impostos pelas divergências regulatórias no comércio internacional. Questões como a rotulagem nutricional em alimentos, a composição de produtos têxteis e a certificação de produtos cosméticos são destacadas como pontos críticos para o setor produtivo. A consultora econômica Paula Goldenberg destaca a importância da cooperação regulatória internacional como uma saída para mitigar a incerteza enfrentada pelos exportadores, proporcionando maior segurança jurídica. Segundo o documento da CNI, essa abordagem pode reduzir custos, aumentar a confiança entre parceiros comerciais e elevar a segurança e qualidade dos produtos.
A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) ressalta, em nota, que a falta de convergência regulatória internacional no comércio de alimentos industrializados eleva significativamente os custos de adequação às normas sanitárias, fitossanitárias, técnicas e de sustentabilidade. Diante desse cenário, a Abia propõe negociações de convergência regulatória como medida preventiva para evitar novas barreiras não tarifárias, que podem comprometer a competitividade das nações e impactar negativamente empregos e investimentos. Os Mapas de Cooperação Regulatória Internacional, entregues ao governo pela CNI, refletem a colaboração de diversos setores industriais na busca por soluções comuns.


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