Na quarta-feira (18/10/2023) o Ministério Público Federal (MPF) inaugurou um espaço cultural de grande significado no Rio de Janeiro. O Memorial do MPF no Rio foi criado com o propósito de contar a história da instituição através de exposições que convidam o público a refletir sobre acontecimentos marcantes do passado. A primeira exposição, intitulada “Justiça de Transição Não é Transação: a Brutalidade e o Jardim”, tem um enfoque especial na atuação do MPF contra as violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar no Brasil, que ocorreu de 1964 a 1985.
Situado no centro da cidade, o Memorial pretende não só celebrar a história do MPF, mas também tornar-se um ponto de encontro para debates de interesse público. O procurador-chefe da Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PR/RJ), Sergio Pinel, enfatizou a importância deste novo espaço cultural como um agente promotor de diálogo e conscientização.
A exposição inaugural, “Justiça de Transição Não é Transação: a Brutalidade e o Jardim”, apresenta uma coleção de obras de arte que datam do período do regime militar, bem como criações mais contemporâneas que exploram as complexidades do tema. Além disso, os visitantes terão a oportunidade de assistir a vídeos contendo depoimentos de artistas e membros do MPF, proporcionando uma perspectiva multifacetada das lutas e desafios enfrentados durante aquele período sombrio da história brasileira.
Esta exposição estará disponível para o público a partir da tarde de quinta-feira (19/10) e permanecerá aberta até 31 de março de 2024, marcando os 60 anos do golpe que retirou o então presidente João Goulart do poder e instaurou um regime militar que se estendeu por 21 anos. O Memorial do MPF no Rio de Janeiro se encontra na Avenida Nilo Peçanha, 31/6º andar, no centro da capital fluminense, com horário de funcionamento das 12h às 17h em dias úteis.
*Com informações da Agência Brasil.


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