A maioria dos municípios brasileiros enfrenta desequilíbrio fiscal devido às sucessivas quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com 51% deles endividados, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Nos últimos quatro meses, o FPM caiu 12,7% em comparação com o ano anterior, tornando desafiador quitar a folha de pagamento e os fornecedores. A menos de três meses do final do ano, a prioridade dos gestores é garantir o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores.
Em municípios como São João D’Aliança, Goiás, a prefeita Débora Domingues tem adotado medidas para aumentar a arrecadação, incluindo o corte de despesas não essenciais e a realização de leilões de bens móveis e imóveis. No entanto, o pagamento do 13º salário dos professores continua sendo um desafio.
O município de Poções, na Bahia, também enfrenta desafios devido à redução do FPM nos últimos meses. Para garantir o pagamento do 13º salário, o secretário de administração, Otto Wagner de Magalhães, tem implementado cortes em despesas, incluindo veículos locados, obras e pessoal contratado.
Com a falta de recursos, os investimentos em infraestrutura e melhorias nas cidades ficam em segundo plano, prejudicando o desenvolvimento local e a economia. A necessidade de priorizar despesas obrigatórias impacta diretamente no aquecimento da economia, afetando as cidades e seus habitantes.


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