A prática regular de atividade física pode reduzir significativamente o risco de desenvolver dores crônicas na região da coluna lombar, aponta um estudo finlandês que analisou mais de 36 grandes estudos na área. A dor lombar é um problema global de saúde, afetando entre 25% e 40% da população nos últimos 12 meses, com muitos casos evoluindo para quadros crônicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% da população adulta terá pelo menos um episódio agudo de dor nas costas ao longo da vida.
Entre os fatores de risco relacionados ao estilo de vida, o tabagismo e a obesidade têm sido associados a um maior risco de desenvolver dores lombares, incluindo diagnósticos clínicos de hérnia de disco e ciatalgia.
O Dr. Antônio Krieger, especialista em cirurgia da coluna, enfatiza que as atividades sedentárias e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos desempenham um papel crucial nesse cenário. Ele alerta para os problemas de postura e ergonomia no ambiente de trabalho e destaca que a falta de exercício físico é um dos principais fatores de risco.
Os sintomas de problemas na coluna incluem dor, desvio postural, contraturas musculares e sensação de cansaço crônico. A negligência desses sinais pode levar à dor crônica, definida como dor que persiste por mais de três meses após o tratamento adequado da causa. Isso pode impactar significativamente a qualidade de vida, levando a distúrbios do sono, ansiedade, depressão e outras condições.
O especialista ressalta a importância de buscar diagnóstico e tratamento adequados para problemas na coluna o mais cedo possível, reduzindo o risco de desenvolver dor crônica. Além disso, ele enfatiza a necessidade de promover uma cultura de exercícios físicos regulares desde a infância e investir em mobiliário adequado e ergonomia para prevenir problemas na coluna.


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