Uma pesquisa recente está lançando luz sobre a alarmante prevalência da alienação parental e seus impactos prejudiciais sobre crianças e adolescentes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 80% dos filhos de pais separados no Brasil estão sujeitos a casos de alienação parental, uma prática que envolve a manipulação de crianças para prejudicar seus relacionamentos com o outro genitor. A Lei da Alienação Parental (Lei 12.318/2010) completa 13 anos em 2023 e busca coibir essa realidade dolorosa. Além disso, o período da pandemia de Covid-19 viu um aumento significativo nas ações judiciais relacionadas à alienação parental, com um aumento de 171% entre 2019 e 2020.
A advogada Amanda Ferreira destaca que a alienação parental pode ocorrer como resultado de divórcios ou separações conflituosas, onde um dos responsáveis tenta minar o relacionamento da criança com o outro. Ações como desqualificar o outro genitor, interferir no contato, e dificultar a convivência são características desse comportamento abusivo e ilegal. A Lei 12.318 prevê sanções para os alienadores, incluindo mudança de guarda, estabelecimento de regime de convivência diferente e até mesmo prisão em casos mais graves.
No entanto, identificar a alienação parental e agir para combatê-la é um desafio complexo. A advogada enfatiza a importância de procurar ajuda especializada e documentar as evidências dos atos praticados. Além disso, Amanda salienta que a questão envolve tanto aspectos jurídicos quanto psicológicos, e que a saúde mental das crianças envolvidas deve ser uma prioridade. Buscar apoio de profissionais especializados em direito de família e psicologia é essencial para proteger o bem-estar dos filhos afetados.


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