O Coletivo Trippé realiza em Juazeiro, no norte da Bahia, uma programação gratuita de espetáculos, debates e aulas abertas de dança como parte das ações comemorativas pelos 15 anos de trajetória do grupo no Sertão do São Francisco. As atividades ocorrem no Centro de Cultura João Gilberto e integram o projeto de manutenção das atividades do coletivo, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Bahia.
A programação de apresentações começou nesta quinta-feira (29/10/2026), com duas sessões do espetáculo infantil “Debaixo D’Água”, realizadas às 9h e às 10h30. Na semana seguinte, nos dias 5 e 6 de novembro, às 20h, o público poderá assistir à obra “Janelas Para Navegar Mundos”.
As duas produções fazem parte do repertório do grupo e retornam aos palcos da região depois de circularem por diferentes cidades do país. A iniciativa busca aproximar a população das obras do coletivo, ampliar o acesso à dança e estimular a formação de público para as artes cênicas.
Espetáculos gratuitos terão debates com espectadores
As apresentações acontecem no Centro de Cultura João Gilberto, com entrada gratuita e possibilidade de contribuição voluntária pelo sistema “pague quanto puder”. A proposta permite que o público participe das atividades sem a cobrança de ingresso com valor fixo.
Após cada sessão, estão previstos debates mediados com convidados, com o objetivo de estimular a reflexão e o diálogo entre artistas e espectadores. A atividade integra a proposta de formação de plateia e amplia o contato do público com os processos e temas abordados nos espetáculos.
O projeto também incorpora uma ação de mobilização social. Durante as apresentações, será realizada uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis para o Bahia Sem Fome, iniciativa de combate à insegurança alimentar. A participação na campanha ocorre por meio da doação voluntária de alimentos.
Aulas abertas oferecem atividades de dança e condicionamento físico
Além das apresentações, o Coletivo Trippé mantém parte de sua rotina de pesquisa e ensaios no Centro de Cultura João Gilberto e abre as aulas dos bailarinos à participação da comunidade. A proposta é permitir que pessoas interessadas tenham contato direto com práticas corporais e técnicas de dança.
Durante o mês de outubro, a programação formativa conta com duas turmas. Às terças-feiras, das 19h às 20h, são realizadas atividades de alongamento e condicionamento físico, conduzidas pelo educador físico Carlos Tiago.
Às sextas-feiras, das 20h às 22h, acontecem as aulas de dança contemporânea, ministradas pela bailarina Larissa Tosta. Conforme as informações divulgadas pelo coletivo, as atividades são gratuitas e não exigem inscrição prévia.
Coletivo destaca trajetória e relação com o público de Juazeiro
A bailarina Mary Ane Nascimento afirma que a continuidade das atividades e a ocupação dos espaços culturais da cidade integram a proposta de celebração dos 15 anos do grupo. Para ela, as apresentações populares, os debates e as aulas abertas representam formas de manter a relação do coletivo com a população local.
“Estar em atividade ininterrupta e ocupando os espaços da nossa cidade é um ato de perseverança e celebração que reafirma nossa trajetória de 15 anos. Propor apresentações populares com debates e aulas abertas é a nossa forma de retribuir e manter viva a troca com o público da nossa terra”, declarou.
O projeto foi contemplado por editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, política pública de fomento cultural executada em cooperação entre o Governo Federal e os entes federativos. Na Bahia, a Secretaria de Cultura do Estado é responsável pela execução dos mecanismos estaduais de apoio. <FileCite ref=”turn897550search0″ />
A iniciativa do Coletivo Trippé reúne, assim, ações de circulação artística, formação cultural e mobilização comunitária. O apoio financeiro é do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, com recursos da PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal.


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