O Movimento Rua Viva está programado para sábado (17/10/2026), das 15h às 21h, na Casa da Música, localizada na região do Abaeté, em Itapuã, Salvador. A iniciativa prevê três shows gratuitos, roda de capoeira, oficinas de arte sustentável, doação de mudas e a Feira Maré Sustentável, reunindo artistas, artesãs, empreendedores e grupos culturais em uma programação aberta ao público.
Realizado pela Maré Cheia Produções Criativas e Sustentáveis, o evento busca ampliar o acesso à cultura, valorizar a produção artística local e estimular práticas de reaproveitamento de materiais. A proposta também contempla a geração de renda para pequenos empreendedores, com a comercialização de roupas, acessórios, objetos decorativos e peças artesanais produzidas a partir de materiais reutilizados.
A programação musical reúne Fayamará, Pinaúna Power e Samba da Democracia, com apresentações previstas para começar às 16h30. Antes dos shows, o público poderá participar de atividades ambientais e culturais, incluindo oficinas de arte sustentável e uma roda de capoeira com grupos ligados à região.
Shows reúnem artistas com diferentes influências musicais
A primeira apresentação está prevista para as 16h30, com a banda Fayamará, de Itapuã. O grupo desenvolve repertório autoral que combina referências da música popular brasileira, samba-rock, rock, ska e reggae, com composições inspiradas no cotidiano do bairro.
Às 17h30, será a vez do Pinaúna Power, liderado por Neto Moska. A proposta musical do grupo reúne percussão, batidas eletrônicas e releituras de canções brasileiras, articulando instrumentos e recursos sonoros de diferentes estilos.
O encerramento da sequência musical está previsto para as 19h, com Pedrão Abib à frente do Samba da Democracia. O repertório inclui sambas tradicionais e composições autorais que abordam temas como ancestralidade e questões sociais.
De acordo com Franciane Simplício, fundadora do Movimento Rua Viva e organizadora da iniciativa, o evento pretende aproximar os moradores dos artistas e das manifestações culturais do território. A proposta, segundo ela, é incentivar a comunidade a reconhecer a produção local e utilizar os espaços culturais como ambientes de convivência.
Feira Maré Sustentável conecta artesanato, reaproveitamento e renda
A partir das 15h, a Feira Maré Sustentável deverá reunir expositores de roupas, acessórios, peças decorativas, produtos de brechó e obras de arte. A programação também prevê a comercialização de artesanato feito com papelão, vidro, plástico e tecidos reaproveitados.
Segundo a organização, cerca de 90% dos expositores são mulheres. A participação feminina está associada à proposta de ampliar a visibilidade de iniciativas de economia criativa e oferecer oportunidades de comercialização para artesãs e pequenas empreendedoras.
A feira também funciona como espaço para divulgação de produtos, formação de contatos e aproximação entre produtores e consumidores. Para os participantes, a comercialização em eventos presenciais pode contribuir para ampliar o alcance das marcas e criar novas oportunidades de negócio.
Ainda de acordo com a organização, há vagas remanescentes para interessados em expor produtos na Feira Maré Sustentável.
Loja colaborativa mantém circulação dos produtos durante o ano
Além da feira prevista para a Casa da Música, a iniciativa mantém uma loja colaborativa no Parque das Dunas, que atende 20 artesãs cadastradas ao longo do ano. O espaço busca manter a circulação dos produtos para além das edições presenciais do Movimento Rua Viva.
A estrutura permite que peças artesanais permaneçam disponíveis ao público depois das feiras, ampliando as possibilidades de venda e de divulgação do trabalho das produtoras. A proposta também relaciona a reutilização de materiais à criação de produtos comercializáveis.
Franciane Simplício destaca que a continuidade da comercialização é parte da estratégia da iniciativa. O reaproveitamento de materiais, nesse contexto, é associado tanto à redução de resíduos quanto à possibilidade de geração de renda para quem trabalha com produção artesanal.
Oficinas sustentáveis e roda de capoeira integram a programação
As atividades formativas começam às 15h30, quando Ives Quaglia conduz oficinas de arte sustentável. A programação prevê práticas relacionadas à criação artística e ao reaproveitamento de materiais, em consonância com a proposta ambiental do evento.
Às 16h, está prevista uma roda de capoeira com os grupos Gangara e Naiecô Capoeira. A atividade integra as manifestações culturais da programação e destaca a participação de mestres e praticantes ligados à região de Itapuã.
A combinação de oficinas, capoeira e apresentações musicais busca reunir públicos de diferentes idades e interesses. Com atividades distribuídas ao longo da tarde e da noite, o Movimento Rua Viva propõe articular formação cultural, convivência comunitária e valorização de expressões artísticas locais.
Sustentabilidade orienta a estrutura do evento
A organização prevê utilizar materiais reciclados na cenografia e adotar medidas de gerenciamento dos resíduos gerados durante a programação. As ações integram a proposta de associar a realização de atividades culturais a práticas de responsabilidade ambiental.
O reaproveitamento de papelão, vidro, plástico e tecido aparece também na produção dos artigos comercializados na feira. Dessa forma, a sustentabilidade é incorporada tanto à organização do encontro quanto às atividades econômicas dos expositores.
O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado. A iniciativa também conta com apoio do Parque das Dunas, Stella Digital e André Fraga.
Com entrada gratuita e programação prevista para a Casa da Música, no Abaeté, o Movimento Rua Viva reúne música, artesanato, capoeira e ações ambientais. A proposta conecta a valorização da cultura de Itapuã ao incentivo à economia criativa e à participação de artistas, artesãs e empreendedores locais.


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