A cidade de Salvador recebe, entre quinta-feira e sábado (06 a 08/08/2026), a 8ª edição do festival Rede Capoeira, realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Promovido pelo Projeto Mandinga, com patrocínio do Banco do Nordeste (BNB), o evento reúne oficinas, rodas de capoeira, palestras, painéis, apresentações artísticas e feira de economia criativa, com acesso gratuito ao público.
A iniciativa integra a programação do Banco do Nordeste Cultural e faz parte do Plano de Ação Territorial (PAT) da Economia Criativa, estratégia vinculada ao Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva da economia criativa na Bahia.
Ao longo de três dias, o festival promove encontros entre mestres e mestras de capoeira, pesquisadores, artistas, empreendedores culturais e visitantes, discutindo temas relacionados à ancestralidade, patrimônio cultural, identidade, representatividade e desenvolvimento econômico.
Programação reúne capoeira, debates e economia criativa
A programação contempla rodas de capoeira, painéis temáticos, oficinas, rodas de conversa, palestras, apresentações culturais e feira de economia criativa, fortalecendo o diálogo entre tradição, produção cultural e geração de oportunidades para agentes do setor.
Segundo a organização, o evento busca ampliar o acesso ao conhecimento sobre a capoeira como patrimônio cultural brasileiro e estimular o intercâmbio entre diferentes gerações de mestres, praticantes, pesquisadores e público.
Além das atividades culturais, o festival apresenta ações voltadas ao fortalecimento da economia criativa, incentivando a integração entre artistas, empreendedores e instituições parceiras.
Plano de Ação Territorial fortalece a economia criativa na Bahia
O Plano de Ação Territorial (PAT) da Economia Criativa, lançado em novembro de 2025, tem como objetivo estruturar empreendimentos culturais, ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a cadeia produtiva do setor.
De acordo com os organizadores, a iniciativa já beneficiou mais de 300 agentes econômicos, oferecendo suporte para o desenvolvimento de atividades ligadas à cultura e às expressões artísticas.
Entre os impactos destacados está a ampliação do acesso ao financiamento para aquisição de instrumentos, melhoria da infraestrutura de espaços culturais e expansão das atividades desenvolvidas por grupos e profissionais da capoeira.
Idealizador destaca reconhecimento dos mestres da capoeira
Para Mestre Sabiá, idealizador do Rede Capoeira, conhecer a trajetória de mestres e mestras representa reconhecer a contribuição histórica da população negra para a formação cultural brasileira.
“São homens e mulheres que dedicaram suas vidas à preservação de saberes ancestrais, muitas vezes enfrentando o racismo, a invisibilidade e a falta de reconhecimento.”
O mestre também ressaltou a importância de aproximar as novas gerações dessas referências culturais.
“Homenageá-los em vida é valorizar seus legados e garantir que seus conhecimentos continuem inspirando e formando as próximas gerações.”
Evento reforça valorização da ancestralidade afro-brasileira
A oitava edição do Rede Capoeira reafirma a proposta de promover espaços de diálogo entre cultura, educação e economia criativa, tendo a capoeira como elemento central das atividades.
Além de fortalecer o reconhecimento dos mestres e mestras, o festival amplia o debate sobre ancestralidade, representatividade, patrimônio imaterial e desenvolvimento territorial, reunindo participantes de diferentes áreas em uma programação gratuita aberta ao público.


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