O espetáculo ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra encerra sua primeira temporada em Salvador com apresentações nos dias 1º, 2 e 3 de outubro, às 18h. Protagonizada pelo ator Nando Zâmbia, a montagem utiliza teatro, música, dança, humor, improvisação e recursos tecnológicos para abordar a existência negra no Brasil e no mundo a partir da figura de Exu Elegbara.
Na narrativa, Elegbara aparece insatisfeito com a relação estabelecida pelos humanos após a realização de seus pedidos. O orixá conduz as solicitações ao Orum, morada dos orixás, e atua para que sejam atendidas, mas observa que, depois das conquistas, as pessoas deixam de agradecer e celebrar.
A partir dessa situação, ELEGBAPHO desenvolve uma reflexão sobre o papel da celebração nas conquistas coletivas e nas transformações individuais. A proposta da montagem não se limita à discussão conceitual: o espetáculo também convida o público a participar da experiência por meio do canto, da dança, da interação e de diferentes manifestações artísticas.
Espetáculo combina diferentes linguagens artísticas
A montagem foi estruturada como uma experiência que integra cena, música, dança, humor, improviso e festividade. A combinação das linguagens busca aproximar o público do tema central da obra e estimular uma participação que ultrapassa a condição de espectador.
Ao longo da apresentação, a celebração é tratada como uma experiência que envolve o corpo e a presença. O público é convidado a cantar, dançar, olhar nos olhos, interagir e acompanhar a construção da narrativa a partir de diferentes estímulos.
A proposta também aborda os fatores que, segundo a dramaturgia, contribuem para o afastamento das pessoas das práticas de celebração. Nesse contexto, a montagem relaciona o ato de celebrar ao reconhecimento das conquistas e à construção de vínculos individuais e coletivos.
Exu transita entre o analógico e o digital
Em ELEGBAPHO, Exu é representado a partir de sua relação com a comunicação. A personagem transita entre analógico e digital, real e virtual, verso e metaverso, incorporando diferentes meios utilizados para estabelecer conexões.
Os recursos utilizados em cena incluem pedidos escritos em papel, ondas de rádio e podcasts. A montagem também incorpora as funções de VJ e DJ, ampliando a presença de elementos audiovisuais na dramaturgia.
A composição multimídia reúne projeções, vídeos, iluminação e sonoridades. Esses recursos são utilizados para construir uma experiência sensorial e ritualística e estabelecer relações entre referências culturais, tecnologias contemporâneas e a narrativa desenvolvida pelo espetáculo.
Celebração das conquistas negras integra narrativa
A trajetória apresentada pela montagem conduz o público ao reconhecimento de conquistas negras e da importância atribuída à celebração dessas conquistas. O espetáculo estabelece, dessa maneira, uma relação entre memória, comunicação, conexão e fortalecimento.
O trabalho tem como eixo a figura de Exu Elegbara, apresentado como senhor do poder e orixá relacionado ao orí de Nando Zâmbia. A partir dessa referência, a obra desenvolve uma narrativa que articula elementos da cultura afro-brasileira com diferentes linguagens cênicas e tecnológicas.
O espetáculo integra a trajetória de 25 anos de carreira do ator Nando Zâmbia, que conduz a montagem em formato solo. A presença individual do intérprete é combinada com música, dança, audiovisual e outros recursos utilizados na construção da experiência cênica.
Apresentações acontecem nos dias 1º, 2 e 3 de outubro
A temporada de ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra será encerrada em Salvador com três apresentações, nos dias 1º, 2 e 3 de outubro de 2026, sempre às 18h.
Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla. Os valores informados pela produção são de R$ 40 para inteira e R$ 20 para meia-entrada.
A realização do espetáculo foi contemplada pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia. Os editais contam com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura e são executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Com o encerramento da temporada, ELEGBAPHO conclui seu primeiro ciclo de apresentações na capital baiana tendo como eixo a celebração da existência negra, a comunicação e o reconhecimento das conquistas. A montagem combina referências afro-brasileiras, dramaturgia solo, música, dança e tecnologia na construção de sua proposta cênica.


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