A hotelaria de Salvador registrou crescimento de 9,2% no valor médio das diárias no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados do Observatório do Turismo de Salvador, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a receita estimada dos meios de hospedagem chegou a cerca de R$ 1,2 bilhão entre janeiro e junho.
O desempenho ocorre em um cenário de aumento da movimentação turística na capital baiana. No período, foram contabilizadas 1.890.649 diárias vendidas, enquanto o fluxo turístico estimado alcançou 4,7 milhões de visitantes. O Observatório acompanha mensalmente os indicadores da atividade turística de Salvador e reúne informações produzidas em parceria com órgãos e instituições do setor.
A diária média permaneceu acima de R$ 499 em todos os meses do primeiro semestre. Janeiro apresentou o maior valor, superior a R$ 713, representando alta aproximada de 11% em relação ao mesmo mês de 2025. Com exceção de março, os demais meses registraram valores médios superiores aos observados no ano anterior.
Receita da hotelaria chega a R$ 1,2 bilhão
A valorização das diárias contribuiu para o aumento da receita estimada dos meios de hospedagem. Entre janeiro e junho, o montante chegou a aproximadamente R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8,3% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Somente no segundo trimestre, entre abril e junho, a estimativa alcançou R$ 451,4 milhões, alta de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números indicam que o desempenho financeiro do setor acompanhou o avanço registrado no valor médio das hospedagens.
O resultado da hotelaria integra um cenário mais amplo de movimentação turística. A receita turística total estimada de Salvador chegou a R$ 10,5 bilhões no primeiro semestre, considerando os gastos dos visitantes em diferentes atividades e serviços. O valor representa a segunda maior marca da série histórica iniciada em 2014.
Ocupação hoteleira permanece acima de 61%
A taxa média de ocupação dos hotéis permaneceu acima de 61% pelo terceiro ano consecutivo, segundo os dados apresentados pelo Observatório. O indicador alcançou o segundo melhor resultado dos últimos 13 anos.
Janeiro e maio registraram os principais avanços na comparação mensal com 2025. As taxas de ocupação foram 1,1% e 3,9% superiores, respectivamente, aos índices registrados nos mesmos meses do ano anterior.
A evolução ocorre em um mercado influenciado por diferentes períodos de demanda. Dados divulgados ao longo de 2026 mostram, por exemplo, que a hotelaria apresentou ocupação de 62,24% em maio, acima dos 59,91% registrados em maio de 2025.
Salvador ultrapassa 1,8 milhão de diárias vendidas
O volume de hospedagens comercializadas no primeiro semestre chegou a 1.890.649 diárias, fazendo de 2026 apenas o segundo ano dos últimos sete em que Salvador ultrapassou a marca de 1,8 milhão de diárias vendidas entre janeiro e junho.
O desempenho da hotelaria acompanha a movimentação geral de visitantes na cidade. Com 4,7 milhões de turistas estimados no primeiro semestre, Salvador registrou o segundo maior fluxo dos últimos sete anos, superando os resultados de 2023 e 2024.
A evolução dos indicadores também ocorre em um contexto de ampliação da atividade turística na Bahia. Levantamento divulgado anteriormente apontou que Salvador registrou ocupação hoteleira média de 71,5% nos quatro primeiros meses de 2026, enquanto a movimentação de passageiros em equipamentos aeroportuários do estado também apresentou crescimento.
Turismo movimenta R$ 10,5 bilhões na capital
Além da hospedagem, o impacto econômico do turismo envolve alimentação, transporte, comércio, entretenimento, cultura e outros serviços utilizados pelos visitantes. Somadas essas atividades, a receita turística estimada de R$ 10,5 bilhões coloca o primeiro semestre de 2026 entre os períodos de maior movimentação da série histórica.
O Observatório do Turismo de Salvador é responsável pelo acompanhamento desses indicadores e disponibiliza dados mensais, boletins, anuários e pesquisas de demanda turística, utilizados para monitorar a atividade econômica relacionada ao setor.
Os resultados do primeiro semestre mostram, portanto, três movimentos principais: aumento do valor médio das diárias, manutenção da ocupação hoteleira acima de 61% e crescimento da circulação de visitantes. Para o setor, esses indicadores são referências para avaliar a demanda turística e o impacto econômico da atividade na capital baiana.
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