Os avanços da medicina no tratamento das hepatites virais têm ampliado as possibilidades de controle da doença e elevado as taxas de cura, especialmente nos casos de hepatite C, que atualmente alcançam mais de 95% de sucesso terapêutico. Durante a campanha Julho Amarelo, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce, a vacinação, a prevenção e o acesso ao tratamento são fundamentais para evitar complicações como cirrose e câncer de fígado.
A coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, Alda Catarina Miranda, afirma que os tratamentos disponíveis se tornaram mais eficazes, seguros e acessíveis, ampliando as chances de recuperação dos pacientes e reduzindo a evolução das doenças hepáticas.
Segundo a especialista, um dos principais avanços registrados nos últimos anos ocorreu no tratamento da hepatite C, atualmente realizado com antivirais de ação direta, administrados por via oral durante períodos que variam entre oito e doze semanas.
Hepatite C apresenta altas taxas de cura
De acordo com Alda Catarina Miranda, os medicamentos atualmente utilizados contra a hepatite C apresentam elevada eficácia e perfil de segurança, permitindo a cura da maioria dos pacientes.
A especialista informa que mais de 95% dos casos de hepatite C podem ser curados, desde que o diagnóstico seja realizado e o tratamento seja iniciado conforme indicação médica.
Além da eficácia terapêutica, a ampliação do acesso aos medicamentos e aos exames de diagnóstico tem contribuído para que mais pessoas descubram a doença antes do surgimento de complicações clínicas.
Hepatite B possui vacina e tratamento para controle da doença
Em relação à hepatite B, Alda Catarina Miranda explica que, embora a doença não apresente cura definitiva na maior parte dos casos, existem tratamentos capazes de controlar a multiplicação do vírus e reduzir o risco de evolução para doenças hepáticas graves.
Segundo a especialista, a vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção contra a hepatite B, enquanto os medicamentos antivirais auxiliam no controle da carga viral em pessoas infectadas.
Ela ressalta que o tratamento reduz significativamente as chances de desenvolvimento de cirrose e câncer hepático, contribuindo para a qualidade de vida dos pacientes acompanhados pelos serviços de saúde.
Diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento
A coordenadora destaca que outro avanço importante foi a ampliação da oferta de exames laboratoriais e dos programas de acompanhamento, possibilitando o diagnóstico em fases iniciais da doença.
Segundo Alda Catarina Miranda, muitas pessoas convivem com as hepatites virais sem apresentar sintomas, fator que reforça a importância da realização periódica de exames, especialmente entre indivíduos com fatores de risco.
Ela explica que os vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV) atacam as células do fígado, provocando inflamação que pode evoluir para formas crônicas quando não há diagnóstico e tratamento adequados.
Atendimento imediato é recomendado após situações de risco
A especialista também alerta para a necessidade de procurar atendimento médico imediatamente após situações de exposição ao vírus, como acidentes com materiais perfurocortantes, contato com sangue contaminado ou relações sexuais desprotegidas.
Nessas circunstâncias, pode ser indicada a profilaxia para hepatite B, com aplicação de vacina e imunoglobulina, medida que reduz o risco de infecção quando realizada rapidamente após a exposição.
Durante a campanha Julho Amarelo, profissionais de saúde reforçam ainda a importância do uso de preservativos, da não compartilhamento de objetos perfurocortantes, da vacinação e da realização de exames periódicos como estratégias para reduzir a transmissão das hepatites virais e ampliar o diagnóstico precoce.


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