2 de Julho reúne multidão no Centro Histórico de Salvador com homenagens, desfile cívico e celebração da Independência da Bahia

A Independência do Brasil na Bahia foi celebrada na quinta-feira (02/07/2026) com a presença de uma multidão nas ruas do Centro Histórico de Salvador, durante a programação oficial do Desfile Cívico do 2 de Julho. O evento reuniu moradores da capital, visitantes, autoridades, estudantes, fanfarras, filarmônicas, grupos populares e representantes de diferentes segmentos da sociedade para marcar os 203 anos da consolidação da Independência da Bahia, ocorrida em 1823.

Desde as primeiras horas da manhã, milhares de pessoas acompanharam a saída dos tradicionais carros do Caboclo e da Cabocla, símbolos da luta pela independência baiana. As homenagens também reuniram integrantes de religiões de matriz africana, que levaram alfazema, frutas e outros alimentos em reverência às figuras históricas representadas pelos carros alegóricos.

A programação oficial começou com uma alvorada, seguida pelo hasteamento das bandeiras e pela execução do Hino Nacional Brasileiro, interpretado pela banda de música da Marinha do Brasil. O desfile teve início por volta das 9h, reunindo fanfarras municipais, estaduais e da Região Metropolitana, além de filarmônicas e grupos culturais.

Homenagens destacam tradição e memória da Independência da Bahia

Entre os participantes estava o ativista Jadson Silva, conhecido no terreiro como Pai Ioiô, que afirmou participar das comemorações há 35 anos. Morador de Matatu de Brotas, ele explicou que, para as religiões de matriz africana, os Caboclos representam ancestrais ligados à luta pela liberdade.

Durante o desfile, Jadson destacou que a celebração também representa um momento de reflexão sobre desafios sociais contemporâneos. Segundo ele, a data preserva a memória daqueles que participaram da luta pela independência e reforça a importância da ancestralidade para diferentes comunidades.

Outro participante foi o oficial Diranir dos Santos, de 65 anos, que compareceu ao desfile utilizando traje em homenagem aos militares brasileiros. Segundo ele, a vestimenta foi escolhida como forma de reconhecer os personagens históricos envolvidos na luta pela independência.

Guardiões dos carros do Caboclo mantêm tradição histórica

O trabalhador Pedro Raimundo Zambolo, de 66 anos, atua há 44 anos no Batalhão Quebra-Ferro, grupo responsável pela proteção e conservação dos tradicionais carros do Caboclo e da Cabocla utilizados durante o desfile.

Segundo Pedro, a preparação para a edição deste ano exigiu maior organização devido ao aumento das atividades relacionadas ao calendário oficial. Ainda assim, ele afirmou que a expectativa era pela realização de uma celebração marcada pela participação popular e pela preservação da tradição.

Os carros do Caboclo e da Cabocla são considerados símbolos centrais do 2 de Julho e representam a vitória das tropas baianas sobre as forças portuguesas em 1823, episódio que consolidou a independência brasileira no território baiano.

Programação percorreu locais históricos de Salvador

Ao longo do percurso, o desfile realizou uma parada em frente ao Convento da Soledade, onde foi prestada homenagem aos heróis da Independência da Bahia.

Em seguida, ocorreu uma nova parada diante da Ordem Terceira do Carmo, destinada ao pronunciamento oficial das autoridades presentes. Outra homenagem foi realizada em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em reconhecimento à contribuição histórica da Irmandade para a formação social e cultural da Bahia.

No final da manhã, os carros do Caboclo e da Cabocla foram recolhidos aos caramanchões da Praça Thomé de Souza. A programação prosseguiu durante a tarde com concentração para o cortejo cívico às 13h, cerimônia no 2º Distrito Naval, prevista para as 15h, e encontro de filarmônicas sob coordenação do maestro Fred Dantas, realizado entre 17h30 e 21h30, no Campo Grande.

Celebração marca os 203 anos da Independência da Bahia

O 2 de Julho é considerado a principal data cívica da Bahia por marcar a vitória das tropas baianas sobre as forças portuguesas em 1823, consolidando a Independência do Brasil no território baiano.

A celebração reúne anualmente manifestações cívicas, religiosas e culturais, preservando a memória histórica do Estado por meio da participação popular, das instituições públicas, das bandas marciais, das filarmônicas e dos tradicionais símbolos representados pelos carros do Caboclo e da Cabocla.

A edição de 2026, que celebra os 203 anos da Independência da Bahia, manteve a tradição do desfile pelas ruas do Centro Histórico de Salvador, reunindo milhares de participantes em um dos principais eventos do calendário cívico baiano.


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