O Campo Grande, em Salvador, receberá no dia 2 de julho de 2026, às 17h, a 35ª edição do Encontro de Filarmônicas, evento que integra as celebrações da Independência da Bahia e reúne bandas tradicionais do estado em uma programação voltada à valorização da música instrumental e da cultura popular.
Promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) e pela Prefeitura de Salvador, com direção artística do maestro Fred Dantas, o encontro contará com a participação de filarmônicas centenárias, jovens músicos e instituições dedicadas à preservação da tradição musical baiana.
A abertura da programação será marcada pela execução coletiva do Hino ao 2 de Julho, interpretado por todas as corporações musicais participantes, reforçando a ligação histórica das filarmônicas com a memória cívica e cultural da Bahia.
Filarmônicas do interior e da capital participam da programação
Participam desta edição a Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Salvador, a Filarmônica 25 de Março, de Feira de Santana, a Sociedade Filarmônica Lyra Popular de Castro Alves, a Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, a Filarmônica Amigos da Música, de Wenceslau Guimarães, e a Oficina de Frevos e Dobrados, de Salvador.
O encontro reúne instituições com diferentes trajetórias e períodos de atuação, incluindo entidades que ultrapassaram um século de atividades e mantêm projetos permanentes de formação musical em seus municípios.
Ao longo de 35 anos, o Encontro de Filarmônicas consolidou-se como espaço de difusão da música instrumental e de valorização do patrimônio cultural representado pelas bandas filarmônicas baianas.
Instituições centenárias preservam tradição musical da Bahia
Entre os destaques da edição está a Sociedade Filarmônica Lyra Popular de Castro Alves, que completa 100 anos em 2026. Fundada em 1926, a instituição integra a história cultural do município conhecido como Cidade da Música e da Poesia.
Também participa do encontro a Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, fundada em 1903, considerada a mais antiga instituição em atividade do município da Chapada Diamantina e referência na preservação da tradição musical local.
Representando o Baixo Sul da Bahia, a Filarmônica Amigos da Música, de Wenceslau Guimarães, fundada em 2001, desenvolve ações voltadas ao ensino musical e à formação de crianças, adolescentes e jovens por meio da música.
As filarmônicas desempenham papel relevante em diversos municípios baianos ao oferecerem educação musical gratuita, contribuírem para a formação cultural e ampliarem oportunidades de inclusão social.
Oficina de Frevos e Dobrados e Guarda Municipal representam Salvador
Anfitriã do encontro, a Oficina de Frevos e Dobrados soma mais de quatro décadas de atuação. Criada em 1982 pelo maestro Fred Dantas, a instituição desenvolve trabalhos de pesquisa, preservação e difusão do repertório das bandas filarmônicas baianas.
A programação contará ainda com a participação da Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Salvador, regida pelo maestro Hamilton Fernando.
Fundada em 2008, a corporação realiza atividades voltadas à música, cidadania e ações educativas, participando regularmente de eventos institucionais e culturais realizados na capital baiana.
Mário Bezerra encerra programação com repertório dedicado à música baiana
O encerramento do XXXV Encontro de Filarmônicas será conduzido pelo cantor e ator Mário Bezerra, acompanhado exclusivamente pela Oficina de Frevos e Dobrados.
O espetáculo contará com arranjos desenvolvidos pelo maestro Fred Dantas para execução sem instrumentos elétricos, priorizando a formação tradicional das bandas filarmônicas, baseada em instrumentos de sopro e percussão.
No repertório estão previstas interpretações do Hino ao 2 de Julho, sambas da Bahia e canções ligadas à música popular baiana em versões especialmente preparadas para o concerto.
Evento integra celebrações da Independência da Bahia
O Encontro de Filarmônicas integra a programação oficial do 2 de Julho, data que marca a consolidação da Independência do Brasil na Bahia e possui relevância histórica para o estado.
Além das apresentações musicais, o evento destaca a contribuição das filarmônicas para a formação de músicos, a preservação da memória cultural e a manutenção de tradições transmitidas entre gerações.
A edição de 2026 reúne instituições históricas, projetos de formação musical e artistas de diferentes regiões da Bahia, reforçando a presença das filarmônicas no cenário cultural baiano.


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