A primeira miniestação meteorológica da rede estadual de ensino da Bahia foi instalada no Colégio Estadual Sete de Setembro, em Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, durante o pré-lançamento da Rede de Monitoramento do Clima na Escola, realizado na quarta-feira (17/06/2026) pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT). A iniciativa prevê a implantação de 81 equipamentos em unidades escolares dos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs) ao longo de 2026.
O projeto busca ampliar o acesso dos estudantes à pesquisa científica, à educação ambiental e ao monitoramento das condições climáticas em diferentes regiões do Estado. A proposta também pretende fortalecer atividades voltadas à sustentabilidade e à produção de conhecimento a partir da realidade das comunidades locais.
Desenvolvida no Maria Felipa Lab, laboratório maker do Instituto Anísio Teixeira, a miniestação integra um kit tecnológico equipado com sensores digitais capazes de coletar e analisar dados ambientais em tempo real, permitindo a realização de estudos e projetos científicos dentro do ambiente escolar.
Rede de monitoramento climático chegará a 81 escolas da Bahia
Segundo a diretora-geral do Instituto Anísio Teixeira, Vânia Moraes Almeida, a iniciativa vai além da instalação de equipamentos tecnológicos e tem como foco a construção de conhecimento por meio da investigação científica.
De acordo com a gestora, os estudantes terão a oportunidade de desenvolver pesquisas relacionadas a fenômenos ambientais presentes em suas comunidades, fortalecendo competências ligadas ao pensamento computacional, à cultura maker, à educação ambiental e à busca por soluções para desafios contemporâneos.
A expectativa é que a Rede de Monitoramento do Clima na Escola contribua para consolidar práticas pedagógicas voltadas à inovação e à sustentabilidade, aproximando os conteúdos científicos da realidade vivida pelos alunos.
Estudantes poderão investigar mudanças climáticas e sustentabilidade
O projeto permitirá que professores e estudantes realizem investigações relacionadas às mudanças climáticas, ao monitoramento meteorológico e às questões ambientais presentes em diferentes territórios da Bahia.
Segundo o coordenador de Aprendizagem Criativa e Cultura Maker do IAT, Arlindo Matheus de Santiago, a ferramenta amplia as possibilidades de aprendizagem ao colocar os estudantes no centro da produção de conhecimento científico.
A proposta também busca integrar ciência, tecnologia e realidade local, permitindo que os dados coletados pelas miniestações sejam utilizados em pesquisas e projetos desenvolvidos dentro das próprias escolas.
Equipamento poderá auxiliar pescadores e marisqueiras de Paripe
A escolha do Colégio Estadual Sete de Setembro para receber a primeira unidade da rede está relacionada à trajetória da instituição em projetos de iniciação científica e tecnologias digitais desenvolvidos ao longo dos últimos anos.
Segundo o professor André Neres, responsável por iniciativas de pesquisa na escola, a chegada da miniestação fortalece um trabalho já consolidado e amplia as possibilidades de investigação científica realizadas pelos estudantes.
Entre as aplicações previstas está o monitoramento climático em tempo real para apoiar atividades desenvolvidas por pescadores e marisqueiras da região de Paripe, fornecendo informações que poderão contribuir para o planejamento das atividades produtivas ligadas ao mar.
Estudantes destacam impacto da tecnologia na comunidade
O estudante Giorgio Miguel Alfa Almeida, integrante da equipe responsável pelo projeto, afirmou que a chegada da estação meteorológica representa um avanço para os trabalhos realizados pela escola e para a aproximação entre ciência e comunidade.
Segundo ele, o objetivo sempre foi desenvolver iniciativas capazes de gerar benefícios para a população local, especialmente para os pescadores e marisqueiras que atuam na região.
As estudantes Samara Neri e Samyra Thauane de Carvalho também destacaram a importância da iniciativa para incentivar a participação dos jovens em projetos científicos e tecnológicos. Elas ressaltaram que a instalação da miniestação amplia as oportunidades de pesquisa e fortalece o protagonismo estudantil em áreas ligadas à ciência, inovação e robótica.
Educação científica e inovação como ferramentas de desenvolvimento
A implantação da Rede de Monitoramento do Clima na Escola integra as ações da Secretaria da Educação voltadas ao fortalecimento da pesquisa científica na educação básica. A iniciativa busca criar uma rede de produção e compartilhamento de dados ambientais entre escolas distribuídas pelos diversos territórios da Bahia.
Com a previsão de instalação de 81 miniestações meteorológicas até o final de 2026, o projeto pretende ampliar o acesso dos estudantes a tecnologias de monitoramento climático, estimular a produção científica e fortalecer a relação entre educação, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.


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