Salvador terá, no dia 21 de maio de 2026, às 19h, na Saladearte Cinema da UFBA, a estreia do documentário “Grupo X: o extraordinário do ordinário”, que registra a trajetória do Grupo X de Improvisação em Dança, fundado em 1998 por Fafá Daltro e David Iannitelli. A obra reúne depoimentos, registros históricos e performances, com foco na atuação do grupo em formação, criação e acessibilidade em dança no Brasil.
O filme tem 30 minutos de duração e apresenta uma reconstrução da trajetória do coletivo ao longo de mais de 25 anos de atuação. O conteúdo aborda memórias de artistas, pesquisadores e integrantes que participaram dos processos criativos do grupo, além de marcos institucionais ligados à sua formação na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Entre os eixos estruturantes do documentário estão formação, criação e acessibilidade em dança, com destaque para o desenvolvimento de práticas voltadas à inclusão de diferentes corpos nos processos artísticos. O material também registra a atuação do grupo em espaços não convencionais e o uso da improvisação como metodologia de pesquisa.
Trajetória do Grupo X e pesquisa em improvisação na dança
Criado como projeto de extensão da UFBA, o Grupo X de Improvisação em Dança consolidou-se como uma das iniciativas de longa duração na dança contemporânea brasileira. O coletivo desenvolve investigações em improvisação, criação coletiva e práticas pedagógicas, com ênfase em processos abertos à participação da comunidade.
O documentário destaca a atuação do grupo na ampliação do conceito de dança a partir da diversidade de corpos e experiências. Desde sua origem, o coletivo inclui artistas com deficiência em seus processos criativos e formativos, integrando essa participação às estruturas de criação e gestão.
A obra também evidencia a inserção do grupo em pesquisas de Contato Improvisação na Bahia e no desenvolvimento de práticas de audiodescrição em dança no Brasil, com impacto em processos de acessibilidade cênica e linguagem artística.
Produção, direção e recursos de acessibilidade
O documentário é dirigido por Edu O., com direção de fotografia, filmagem e montagem de Aldren Lincoln. A produção é da Aeroplano, com produção executiva de Nei Lima. O roteiro é assinado por Aldren Lincoln e Edu O., com pesquisa de Edu O. e Fafá Daltro. A trilha sonora é de Ricardo Bordini.
Segundo a produção, o projeto inclui recursos de acessibilidade, como interpretação em Libras e audiodescrição, integrados à exibição do filme. A proposta amplia o acesso do público às narrativas apresentadas no documentário.
O projeto integra a programação comemorativa “25 anos do Grupo X de Improvisação em Dança”, que inclui a obra “Dançando Godot – Relaxed Performance”, oficinas formativas e encontros com a comunidade, além de ações artístico-pedagógicas em Salvador.
A iniciativa foi contemplada pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e execução do Governo do Estado da Bahia, via Secretaria de Cultura.
Grupo X de Improvisação em Dança e atuação continuada
O Grupo X de Improvisação em Dança desenvolve atividades desde 1998, com foco em improvisação, criação coletiva e formação artística. Em 2025, o grupo registra 28 anos de atuação, com produções em dança, videodança, laboratórios e encontros abertos.
Entre os trabalhos do repertório estão “Encontra Tempo” (2025), “Dançando Godot” (2022), “Se Você Quiser…” (2018) e “Fulaninha’s” (2018). O coletivo também mantém pesquisa em tecnologias assistivas aplicadas à cena, integrando acessibilidade à dramaturgia das obras.
A atuação inclui a participação de artistas com deficiência em funções criativas e administrativas, com nomes como Edu O. e Natália Rocha, que integram o núcleo artístico e contribuem para a consolidação das práticas do grupo.


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