Fibromialgia atinge cerca de 3% dos brasileiros e mobiliza debate sobre diagnóstico e tratamento no Dia de Conscientização

Na terça-feira (12/05/2026), Dia de Conscientização da Fibromialgia, especialistas voltam a discutir os impactos da síndrome na saúde pública, diante do avanço dos casos diagnosticados e das dificuldades enfrentadas por pacientes no acesso ao reconhecimento clínico e ao tratamento. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 3% da população brasileira convive com a doença, caracterizada por dor crônica generalizada e sintomas associados que afetam a rotina dos pacientes.

A fibromialgia é considerada uma síndrome de origem multifatorial e ainda cercada por subdiagnóstico. Embora não apresente alterações identificáveis em exames laboratoriais ou de imagem, a condição provoca manifestações persistentes que comprometem a funcionalidade física e emocional. Entre os sintomas mais recorrentes estão fadiga contínua, distúrbios do sono, rigidez muscular, dores difusas e dificuldades cognitivas.

De acordo com a médica reumatologista Ana Teresa Amoedo, da clínica Novaimuno, unidade vinculada ao Grupo CITA, o diagnóstico depende de avaliação clínica detalhada.

A dor é real, embora não apareça em exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, o diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e na exclusão de outras doenças”, afirma.

Sintomas e fatores associados ampliam complexidade da síndrome

A fibromialgia afeta principalmente mulheres entre 30 e 60 anos, embora também existam registros em homens e pessoas mais jovens. A ausência de uma causa única definida faz com que especialistas apontem diferentes fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da síndrome.

Segundo Ana Teresa Amoedo, estresse crônico, traumas físicos, processos infecciosos, alterações hormonais e predisposição genética estão entre os principais gatilhos associados ao quadro clínico. Pessoas submetidas a situações prolongadas de pressão emocional ou com histórico de transtornos psicológicos também apresentam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da doença.

Além da dor física, pacientes frequentemente enfrentam impactos psicológicos e sociais. Quadros de ansiedade e depressão aparecem de forma recorrente em pessoas diagnosticadas com fibromialgia, exigindo acompanhamento multidisciplinar para controle dos sintomas e preservação da qualidade de vida.

Tratamento multidisciplinar inclui medicamentos, atividade física e suporte psicológico

Apesar de não possuir cura definitiva, a fibromialgia conta atualmente com alternativas terapêuticas voltadas ao controle dos sintomas e à melhora funcional dos pacientes. O tratamento envolve estratégias individualizadas e acompanhamento contínuo por diferentes especialidades médicas.

As abordagens incluem uso de medicamentos, prática regular de atividade física, fisioterapia, suporte psicológico e acompanhamento reumatológico. Em situações específicas, especialmente quando há doenças autoimunes associadas, especialistas também avaliam o uso de imunobiológicos como parte do protocolo terapêutico.

Na capital baiana, a atuação da Novaimuno representa um modelo de atendimento integrado voltado a pacientes com doenças autoimunes e condições crônicas. A unidade reúne especialidades médicas distintas e adota protocolos direcionados ao acompanhamento interdisciplinar.

Informação e conscientização ganham espaço no debate sobre saúde pública

O Dia de Conscientização da Fibromialgia busca ampliar o acesso à informação e combater o estigma ainda associado à doença. Especialistas apontam que a falta de conhecimento sobre os sintomas contribui para atrasos no diagnóstico e para dificuldades enfrentadas pelos pacientes em ambientes profissionais, familiares e sociais.

“A informação se torna ferramenta essencial. O Dia de Conscientização da Fibromialgia reforça a importância de reconhecer os sinais, ampliar o acesso ao diagnóstico e combater o estigma que ainda cerca a doença”, conclui Ana Teresa Amoedo.

O Grupo CITA atua nas cidades de São Paulo e Salvador por meio de clínicas especializadas no atendimento de doenças raras e autoimunes. Entre as unidades vinculadas ao grupo estão a EV CITI, em São Paulo, e as clínicas Novaimuno, IBIS e Cliagen, na capital baiana. A instituição reúne especialidades como Reumatologia, Dermatologia, Neurologia, Gastroenterologia e Alergologia.


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