Salvador: Espetáculo “Uma Folia em Cena” retorna ao Teatro Módulo e celebra 38 anos de “A Bofetada” com temporada em maio de 2026

O espetáculo “Uma Folia em Cena” está em cartaz no Teatro Módulo, em Salvador, com apresentações realizadas aos sábados, incluindo as datas de 9, 16 e 23 de maio de 2026 sempre às 19h. A temporada celebra os 38 anos da estreia da montagem “A Bofetada”, marco do repertório da Companhia Baiana de Patifaria.

A montagem reúne os personagens Fanta Maria, Pandora Luzia e Paloma, conhecidos do público baiano, em um formato que combina esquetes, improvisação e interação com a plateia.

O espetáculo também marca um momento de transição para a companhia, que já iniciou os ensaios de uma nova produção, prevista para estrear em julho.

Personagens e estrutura do espetáculo

No palco, os atores Lelo Filho, Rodrigo Villa e Maurício Martins interpretam personagens que ganharam notoriedade ao longo das apresentações da companhia. Lelo Filho também assina a direção do espetáculo.

A proposta da montagem inclui interação direta com o público, com participação de espectadores em cenas conduzidas pelos personagens. O roteiro incorpora referências ao cotidiano e a temas atuais, adaptados por meio de improvisação.

A dinâmica do espetáculo mantém a estrutura de esquetes, com foco em situações cômicas e participação ativa da plateia.

Trajetória da Companhia Baiana de Patifaria

A Companhia Baiana de Patifaria mantém um repertório com diferentes montagens teatrais, incluindo títulos como “A Bofetada”, “Noviças Rebeldes”, “Capitães da Areia” e “Fanta & Pandora”.

Ao longo de sua trajetória, o grupo desenvolveu trabalhos em gêneros como comédia de esquetes, comédia musical, teatro infantojuvenil e drama, consolidando presença no cenário cultural baiano.

A atual temporada integra a programação comemorativa relacionada à longevidade dos personagens criados a partir de “A Bofetada”.

Origem e evolução de Fanta & Pandora

O esquete “Fanta & Pandora”, criado pelos autores Miguel Magno e Ricardo de Almeida, estreou em 1988 como parte de “A Bofetada”, inicialmente com duração reduzida.

Com o tempo, o quadro passou a ser apresentado de forma independente, mantendo estrutura baseada em improvisação e interação com o público. Os personagens simulam professoras que transformam o espaço teatral em uma sala de aula.

A evolução do formato permitiu a ampliação do tempo de cena e a adaptação constante do conteúdo apresentado, incorporando temas contemporâneos e referências do cotidiano.

Interatividade e linguagem cênica

O espetáculo utiliza recursos de improvisação, participação do público e linguagem coloquial, elementos que caracterizam a proposta cênica da companhia. Expressões populares e situações do cotidiano são incorporadas ao roteiro.

A interação com a plateia inclui convites para participação em cena, com demonstrações e exercícios conduzidos pelos personagens, mantendo o formato dinâmico.

A montagem reforça o uso do humor como ferramenta de comunicação, explorando situações do cotidiano e referências culturais.


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