A A Panacéia – grupA de teatro estreia uma temporada especial do espetáculo “Meninas Contam a Independência” no dia 19 de julho de 2026, no Teatro Módulo, em Salvador. As apresentações continuam nos dias 26 de julho e 2 de agosto, sempre às 11h, em homenagem às celebrações do Dois de Julho e aos 18 anos de atuação do coletivo baiano.
Indicado ao Prêmio Bahia Aplaude 2024 na categoria Melhor Espetáculo Infantojuvenil, o espetáculo utiliza uma linguagem lúdica e interativa para apresentar às crianças, jovens e famílias a trajetória de mulheres que participaram das lutas pela Independência da Bahia.
Transformando o palco em um grande jogo de tabuleiro, a montagem reúne teatro, música, brincadeiras e participação do público para estimular o interesse pela história, pela memória e pela identidade baiana.
Espetáculo destaca heroínas da Independência da Bahia
A narrativa acompanha duas atrizes que encontram um misterioso jogo de tabuleiro e, a partir dele, iniciam uma jornada repleta de desafios, enigmas e canções.
Durante a aventura, o público conhece personagens históricas como Joana Angélica, Maria Felipa, Maria Quitéria, Urânia Vanério e a figura simbólica da Cabocla, reconhecidas por sua participação nas lutas pela independência baiana.
Ao longo da apresentação, a peça propõe reflexões sobre coragem, liderança, cidadania e participação feminina na construção da história do Brasil.
Segundo a proposta artística, cada sessão se desenvolve de forma participativa, permitindo que o público influencie o andamento da narrativa.
Montagem reúne teatro, música e interação com o público
Mais do que apresentar acontecimentos históricos, “Meninas Contam a Independência” utiliza recursos cênicos voltados ao público infantojuvenil para aproximar a história das novas gerações.
A produção combina teatro, música original, poesia, humor, jogos e atividades interativas, transformando o aprendizado histórico em uma experiência participativa.
Com pouco mais de um ano de circulação, o espetáculo já passou por escolas, hospitais, teatros, espaços culturais e participou de festivais como o Festival Internacional de Guaramiranga (CE), o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC) e o Festival FIGA.
Nos próximos meses, a montagem também participará da Mostra Sesc de Artes para Infância, em Campina Grande (PB), além das circulações “Refazendo a Rota da Independência” e Banco do Nordeste Cultural, com apresentações em cidades da Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Espetáculo reúne equipe formada por artistas baianas
A direção é assinada por Lara Couto, com dramaturgia de Ana Luisa Fidalgo e Camila Guilera.
O elenco é formado por Camila Guilera e Márcia Limma, com participação especial de Marina Fidalgo na voz da personagem Urânia.
A produção também reúne trilha sonora original de Carla Suzart e Neila Kadhí, iluminação de Núbya Guimarães, preparação corporal de Mônica Nascimento, figurinos de Ramona Azevedo e cenografia confeccionada por Rita Rocha.
A Panacéia completa 18 anos com trajetória dedicada ao protagonismo feminino
Fundada em 2008, em Salvador, a A Panacéia – grupA de teatro desenvolve pesquisas e produções voltadas à valorização da memória histórica das mulheres e às discussões sobre equidade de gênero.
Atualmente, o coletivo é formado por Ana Luisa Fidalgo, Camila Guilera, Fernanda Beltrão, Lara Couto e Márcia Limma.
A trajetória começou com a montagem de “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues, em 2010, espetáculo premiado pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro, que também integrou festivais nacionais e internacionais, incluindo apresentações na Bielorrússia.
Nos anos seguintes, o grupo consolidou sua produção autoral com trabalhos como “Lua Caída”, “Lua Crescente”, “Lua Cheia”, “Nenhuma Carta”, “EU PAGU” e “Filipa”, ampliando sua atuação em festivais brasileiros e latino-americanos.
Pesquisa histórica e formação cultural marcam atuação do coletivo
Nos últimos anos, a companhia direcionou parte de sua pesquisa para personagens femininas pouco representadas na historiografia brasileira.
Dessa investigação nasceram espetáculos dedicados à escritora Patrícia Galvão (Pagu), à personagem histórica Filipa de Souza e às mulheres que participaram da Independência da Bahia.
Em 2026, o coletivo também ampliou sua atuação como articulador cultural ao coorganizar a Mostra Baía de Vozes Insurgentes, iniciativa que levou produções de atrizes baianas ao FRINGE do Festival de Curitiba.
Além das produções artísticas, a companhia realiza cursos, oficinas e atividades formativas voltadas para mulheres e meninas, utilizando o teatro como ferramenta de fortalecimento da autoestima, valorização da memória histórica e incentivo à participação feminina na cultura.


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