A Semana Mundial de Vacinação tem reforçado, no Brasil, a importância da imunização entre crianças e adolescentes, com destaque para a vacina contra o HPV (papilomavírus humano). A mobilização inclui ações em escolas e estratégias de busca ativa para ampliar o acesso às doses.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o país apresentou avanço nas taxas de cobertura vacinal, especialmente entre adolescentes, mas ainda enfrenta desafios para consolidar os índices e evitar retrocessos.
A iniciativa integra ações do sistema de saúde para ampliar a proteção da população jovem contra doenças preveníveis, com foco na prevenção de cânceres associados ao HPV.
Avanço na cobertura vacinal
Dados recentes indicam crescimento na imunização contra o HPV entre 2021 e 2025, aproximando o Brasil das metas internacionais. Entre meninas, a cobertura passou de 79,1% para cerca de 86,1%, enquanto entre meninos houve aumento de 41,1% para 74,5% no mesmo período.
O avanço é atribuído, principalmente, à ampliação das estratégias de vacinação fora das unidades de saúde, com ações realizadas diretamente em escolas e comunidades.
Segundo o Unicef, o progresso representa um passo importante, mas exige monitoramento contínuo para garantir a manutenção dos índices e a prevenção de doenças já controladas.
Estratégia de vacinação nas escolas
A campanha de vacinação em escolas tem sido apontada como um dos principais fatores para o aumento da cobertura. A estratégia permite levar as doses diretamente ao público-alvo, facilitando o acesso e reduzindo barreiras logísticas.
A abordagem inclui ações de conscientização, combate à desinformação e incentivo à adesão por parte de estudantes e responsáveis, com o objetivo de ampliar a confiança nas vacinas.
Além disso, a iniciativa busca garantir que adolescentes sejam imunizados antes do início da vida sexual, período considerado estratégico para a eficácia da vacina contra o HPV.
Ampliação do público e acesso
Desde a introdução da vacina no calendário nacional, em 2014, o público-alvo foi ampliado. Atualmente, a imunização é destinada a meninas e meninos de 9 a 14 anos, com campanha adicional para jovens de 15 a 19 anos até 30 de junho.
A descentralização das ações, com vacinação extramuros, tem contribuído para o aumento da cobertura e para a inclusão de grupos que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
A estratégia também fortalece a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção da saúde preventiva e no controle de doenças associadas ao HPV.
Impacto na saúde pública
A vacinação contra o HPV é considerada uma medida relevante para a prevenção de diversos tipos de câncer, incluindo colo do útero, ânus, garganta e pênis. A ampliação da cobertura vacinal contribui para a redução da incidência dessas doenças a longo prazo.
Apesar dos avanços, o Unicef destaca a necessidade de manter a vigilância e fortalecer campanhas educativas para evitar quedas nos índices de imunização.
A continuidade das ações depende da integração entre políticas públicas, instituições de ensino e sociedade, com foco na proteção das futuras gerações.
*Com infoormações da ONU News.


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