Atividades de arte e educação foram realizadas na sexta-feira (17/04/2026), no Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, no bairro de Águas Claras, em Salvador, com o objetivo de promover a cultura de paz no ambiente escolar por meio de práticas pedagógicas e artísticas. A iniciativa integra ações do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
As atividades ocorreram em parceria com o Associação de Arte e Cultura Social Cajaarte, dentro do Projeto Pela Paz nas Escolas, e envolveram estudantes do Ensino Fundamental II em oficinas teatrais baseadas em metodologias participativas.
A proposta buscou estimular reflexão crítica, diálogo e participação ativa dos estudantes, utilizando práticas que integram cultura e educação no contexto escolar.
Metodologia do Teatro do Oprimido nas escolas
As oficinas foram conduzidas pelo artista e educador Felipe Bonfim, com base nos princípios do Teatro do Oprimido, criado pelo teatrólogo Augusto Boal.
A metodologia utiliza jogos e exercícios teatrais para promover análise crítica de situações sociais e fortalecimento da expressão individual e coletiva.
Durante as atividades, os estudantes foram incentivados a refletir sobre a realidade escolar e comunitária, com foco na construção de soluções e no fortalecimento da convivência.
Integração entre cultura e educação
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, destacou que a Política Cultura Viva atua como instrumento para promover a cultura como estratégia pedagógica nas escolas e comunidades.
Segundo a gestora, as ações buscam ampliar o diálogo sobre cultura de paz em diferentes territórios do estado, por meio de iniciativas integradas.
A proposta reforça a atuação conjunta entre políticas públicas culturais e educacionais, com foco em práticas formativas e participativas.
Atuação do Cajaarte e formação multidisciplinar
Com atuação há duas décadas, o Cajaarte desenvolve atividades voltadas à formação cidadã por meio de linguagens artísticas, esportivas e educativas.
De acordo com Evanir Borges, o trabalho inclui ações com estudantes, familiares e educadores, com foco na sensibilização para a cultura de paz e prevenção da violência.
A entidade também utiliza recursos como comunicação comunitária e educação ambiental, ampliando o alcance das ações nas comunidades escolares.
Papel da escola e impacto das atividades
A diretora do Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, Miriam Oliveira Machado, ressaltou a importância da escola como espaço de acolhimento e formação.
Segundo a gestora, o ambiente escolar contribui para a transmissão de conhecimentos, valores éticos e socioculturais, além de fortalecer o vínculo com a comunidade.
As oficinas de Teatro do Oprimido foram apontadas como ferramenta para ampliar o debate e incentivar a participação dos estudantes na construção de um ambiente escolar equilibrado.
Formação cidadã e protagonismo estudantil
A metodologia aplicada propõe a transformação do estudante em sujeito ativo no processo educativo, conceito conhecido como “espect-ator”.
De acordo com Felipe Bonfim, a formação em cidadania cultural busca garantir que os alunos desenvolvam consciência sobre seu território e capacidade de intervenção social.
A iniciativa pretende incentivar a criação de propostas que contribuam para ambientes escolares baseados no diálogo e na convivência.


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