Na quinta-feira (19/03/2026), o Centro de Referência em Epilepsia Refratária (CRER) do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, celebrou seu primeiro ano de funcionamento com a marca de mais de 1.700 atendimentos realizados. A data foi comemorada com evento institucional que reuniu pacientes, profissionais de saúde e gestores da unidade.
Durante a programação, foram debatidos temas relacionados ao tratamento da epilepsia, incluindo neurocirurgia, saúde mental, dieta cetogênica e uso de canabidiol, além de estratégias de acolhimento e garantia de direitos dos pacientes. O encontro também destacou a atuação integrada de diferentes áreas da saúde.
O CRER atende pessoas com epilepsia refratária, condição caracterizada pela persistência de crises mesmo com o uso de medicamentos, oferecendo acompanhamento contínuo e alternativas terapêuticas especializadas.
Modelo assistencial e atuação multiprofissional
Ao longo do primeiro ano, o centro estruturou um modelo baseado em diagnóstico especializado, acompanhamento multiprofissional e acesso a terapias avançadas. A equipe é composta por profissionais de neuroclínica, enfermagem, serviço social, psicologia, nutrição e farmácia.
Segundo a direção da unidade, a atuação integrada permite avaliar diferentes aspectos da condição clínica e indicar tratamentos personalizados, ampliando as possibilidades de controle das crises epilépticas.
Entre os recursos terapêuticos disponíveis estão o uso de canabidiol para casos específicos, a dieta cetogênica e a indicação de procedimentos cirúrgicos, conforme avaliação médica.
Ampliação do serviço e perfil dos pacientes
De acordo com a coordenação do CRER, o centro atende atualmente cerca de 400 pacientes em acompanhamento regular, com previsão de ampliação para até mil atendimentos até o final do ano.
O serviço é voltado a pacientes já acompanhados por neurologistas e que apresentam resposta limitada aos tratamentos convencionais, demandando intervenções mais complexas.
A estrutura também possibilita a realização de exames complementares na própria unidade, contribuindo para a continuidade do cuidado e monitoramento clínico dos pacientes.
Acesso ao atendimento e regulação
O acesso ao CRER ocorre por meio do Sistema de Regulação Ambulatorial (SRA), garantindo organização no encaminhamento dos pacientes. Para ingresso no serviço, é necessário encaminhamento médico com diagnóstico de epilepsia refratária.
O paciente deve apresentar documentação preenchida por neurologista e realizar o agendamento junto aos serviços municipais de saúde, como unidades administrativas locais.
A iniciativa integra a rede estadual de saúde e busca assegurar atendimento equitativo e estruturado para pacientes com necessidades específicas, fortalecendo a assistência especializada no estado.
Importância do cuidado integral e conscientização
Durante o evento comemorativo, também foram discutidos aspectos relacionados à saúde mental, enfrentamento do estigma e inclusão social de pessoas com epilepsia.
Representantes de associações destacaram a relevância do acompanhamento integral, que inclui suporte psicológico e social, além do tratamento clínico.
O centro também atua como espaço de referência para educação em saúde e promoção de informações sobre a epilepsia, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a doença e reduzir preconceitos.


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