A campanha Março Azul de 2026 orienta que a prevenção do câncer de intestino deve começar aos 45 anos, diante do aumento de diagnósticos em adultos mais jovens. A doença é considerada o terceiro tumor que mais mata no Brasil, com mais de 45 mil novos casos anuais, segundo dados da iniciativa.
A mobilização deste ano adota o tema “A Jornada da Vida” e propõe a ampliação do rastreamento para a população geral.
A estratégia busca reduzir a mortalidade por meio do diagnóstico precoce e da identificação de lesões ainda em estágio inicial.
Incidência e novas diretrizes de rastreamento
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer para o triênio 2026-2028, o câncer de intestino representa cerca de 10,4% dos novos casos da doença no país, mantendo-se entre os mais frequentes.
Nos últimos anos, houve divergências sobre a idade ideal para iniciar o rastreamento, variando entre 45 e 50 anos.
A edição de 2026 da campanha consolida a recomendação de início aos 45 anos, alinhando o Brasil a uma tendência internacional.
Entidades médicas reforçam recomendação
A diretriz é conduzida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Federação Brasileira de Gastroenterologia.
Segundo o coloproctologista Hélio Antônio Silva, a definição de uma idade padrão representa um avanço para a prevenção.
O especialista destaca que o exame de colonoscopia permite identificar e remover pólipos antes que se tornem malignos, atuando de forma preventiva.
Colonoscopia e barreiras de acesso
Para que o rastreamento seja efetivo, especialistas apontam a necessidade de superar a resistência de parte da população ao exame.
A gastroenterologista Camila Coradi afirma que a colonoscopia é um procedimento seguro, realizado com sedação e com potencial diagnóstico e terapêutico.
O exame permite a retirada imediata de lesões precursoras, reduzindo o risco de evolução da doença.
Importância do diagnóstico precoce
A campanha destaca que o câncer de intestino pode atingir até 90% de chance de cura quando diagnosticado precocemente.
Por ser uma doença de evolução silenciosa, a realização de exames preventivos é considerada essencial.
A ausência de sintomas nas fases iniciais reforça a importância do rastreamento regular.
Fatores de risco e hábitos de vida
Entre os principais fatores de risco estão sedentarismo, obesidade, tabagismo e alimentação inadequada, especialmente com baixo consumo de fibras e alto consumo de ultraprocessados e carnes vermelhas.
A adoção de hábitos saudáveis é indicada como estratégia complementar à realização de exames.
Mudanças no estilo de vida contribuem para a redução do risco de desenvolvimento da doença.
Sintomas de alerta e grupos de risco
Quando não diagnosticado precocemente, o câncer pode apresentar sinais como sangramento nas fezes, alterações no ritmo intestinal por mais de 30 dias, dor abdominal e perda de peso sem causa aparente.
Pacientes com histórico familiar devem iniciar o acompanhamento médico antes dos 45 anos.
A recomendação visa antecipar o diagnóstico em grupos com maior probabilidade de desenvolver a doença.


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