Trabalhadoras da educação de 11 países da América Latina participam, terça-feira (03/03/2026), em Salvador, do Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação da Internacional da Educação América Latina. A atividade reúne delegações do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Honduras, El Salvador, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia para debater políticas públicas, financiamento da educação, condições de trabalho e enfrentamento às violências.
A programação foi aberta com painéis e conferências voltados à defesa da democracia, valorização profissional e fortalecimento da escola pública, além de discussões sobre inteligência artificial, comunicação estratégica e identidades raciais e étnicas no ambiente educacional. O encontro segue até quarta-feira (04/03/2026).
Representantes governamentais, lideranças sindicais e educadoras participam de mesas temáticas e grupos de trabalho, com o objetivo de consolidar propostas conjuntas para atuação regional.
Participação institucional e políticas públicas
A abertura contou com a presença da secretária das Mulheres do Estado da Bahia, Neusa Cadore, que representou o governo estadual. Em pronunciamento, ela destacou a integração entre políticas educacionais e políticas para mulheres como estratégia para promoção da equidade de gênero.
Segundo a gestora, a escola pública desempenha papel central na formação cidadã, no combate a discriminações e na garantia de direitos, atuando como espaço de conscientização social desde a infância.
A organização do evento informou que o encontro busca articular agendas comuns entre países latino-americanos, fortalecendo cooperação técnica e intercâmbio de experiências na área educacional.
Democracia, direitos humanos e valorização profissional
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou da conferência de abertura sobre políticas públicas e democracia. Ela abordou a importância da defesa institucional dos direitos humanos e da estabilidade democrática no contexto regional.
Durante a fala, a ministra ressaltou o papel de educadores e escolas na consolidação de valores democráticos, na promoção do multilateralismo e na preservação de direitos fundamentais.
Delegações sindicais também discutiram condições de trabalho, reconhecimento profissional e ampliação do investimento público em educação, temas considerados prioritários para a categoria.
Mobilização contra violências e feminicídio
A programação incluiu debates sobre enfrentamento às violências de gênero, com foco em prevenção, acolhimento e políticas públicas integradas. As participantes reforçaram a necessidade de articulação internacional para reduzir índices de agressões contra mulheres.
A professora Iêda Leal destacou a mobilização do mês de março como período de intensificação de ações de conscientização e defesa de direitos.
Durante o encontro, as delegações realizaram manifestação simbólica com cartazes pedindo o fim do feminicídio, chamando atenção para os dados nacionais que registram mortes diárias de mulheres em razão de gênero.


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