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Salvador avalia transporte aquático urbano na Baía de Todos-os-Santos após visita técnica ao Aquático São Paulo para ampliar mobilidade e reduzir tempo de viagem

Representantes da Prefeitura de Salvador realizaram visita técnica nesta segunda-feira (23/02/2026) ao Aquático São Paulo, modal de transporte hidroviário operado na capital paulista, com o objetivo de avaliar a implantação de um sistema de transporte aquático urbano na Baía de Todos-os-Santos. A agenda reuniu a secretária municipal do Mar, Maria Eduarda Lomanto, e o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, que acompanharam o funcionamento do serviço na Represa Billings.

O sistema visitado opera como transporte público regular por vias navegáveis, oferecendo alternativa ao deslocamento terrestre em áreas com restrições viárias. No trecho analisado pela comitiva, o tempo de viagem é reduzido de mais de uma hora para cerca de 17 minutos, segundo dados operacionais apresentados durante a visita.

A iniciativa integra estudos técnicos voltados à diversificação da matriz de mobilidade da capital baiana, com foco em reduzir congestionamentos, ampliar conexões territoriais e utilizar o potencial marítimo local.

Modelo hidroviário como alternativa ao transporte terrestre

O Salvador possui características geográficas que favorecem o uso de rotas marítimas. A Baía de Todos-os-Santos é considerada área estratégica para a criação de corredores de deslocamento por embarcações de passageiros, interligando regiões com alta demanda.

De acordo com a secretária Maria Eduarda Lomanto, o aproveitamento da baía pode reduzir o tempo de deslocamento e ampliar o acesso a diferentes áreas urbanas, além de integrar o transporte aquático às políticas públicas de mobilidade existentes.

Ela afirmou que o estudo de experiências consolidadas contribui para estruturar um modelo adaptado às condições locais, incluindo marés, geografia costeira e fluxo diário de passageiros.

Integração ao sistema multimodal

O secretário Pablo Souza destacou que o objetivo é desenvolver um sistema integrado ao transporte coletivo já em operação, com conexão a ônibus, metrô e demais modais urbanos. A proposta inclui integração tarifária, planejamento de rotas e padronização operacional.

Segundo ele, a experiência observada em São Paulo demonstra a viabilidade do transporte aquático dentro da rede pública, desde que haja planejamento de infraestrutura, segurança e gestão contínua.

O gestor ressaltou que a adaptação às condições marítimas de Salvador exigirá estudos técnicos específicos, contemplando perfil dos usuários e logística de embarque e desembarque.

Etapas técnicas e próximos estudos

A agenda incluiu visitas a terminais hidroviários, embarcações e reuniões com equipes responsáveis pela operação do sistema paulista. Foram discutidos temas como licenciamento ambiental, manutenção da frota, gestão operacional e infraestrutura de atracação.

A troca de informações deve subsidiar a elaboração de projetos preliminares para avaliar viabilidade econômica, ambiental e urbanística do modal em Salvador.

A administração municipal ainda não divulgou cronograma de implantação, mas informou que os estudos técnicos seguem em andamento para definição do modelo operacional.


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