O bem-estar e a qualidade de vida de cães e gatos estão diretamente associados à manutenção da saúde bucal, prática que pode evitar desde mau hálito e dor até infecções que atingem órgãos como coração e rins. A orientação é reforçada pelo veterinário Thiago Henrique Carvalho De Souza, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera de Itabuna, que recomenda cuidados contínuos e acompanhamento profissional periódico.
Segundo o especialista, a ausência de higiene oral favorece o acúmulo de placa bacteriana e tártaro, condição que pode evoluir para doenças periodontais, dor ao mastigar, perda de dentes e infecções sistêmicas. Esses fatores impactam diretamente a alimentação e o comportamento do animal.
O profissional ressalta que a prevenção depende de uma rotina combinada de escovação, dieta adequada, uso de produtos específicos e consultas regulares ao veterinário, medidas que facilitam o diagnóstico precoce e reduzem a necessidade de intervenções mais complexas.
Importância da prevenção e acompanhamento clínico
De acordo com o veterinário, problemas dentários muitas vezes evoluem de forma silenciosa. Alterações como gengivite, inflamações e infecções bacterianas podem se agravar antes de sinais evidentes aparecerem, o que reforça a necessidade de avaliações periódicas.
A detecção precoce permite tratamentos menos invasivos e menor risco de complicações, além de contribuir para o controle da dor e para a manutenção da rotina alimentar do pet. O acompanhamento clínico também possibilita limpezas profissionais quando indicadas.
O especialista destaca que a saúde bucal deve ser tratada como parte integrante do cuidado geral, com ações preventivas diárias e orientação técnica individualizada para cada porte, idade e condição de saúde.
Oito medidas recomendadas para a saúde bucal dos pets
Entre as orientações, a escovação regular com escovas e pastas específicas para animais é considerada a principal medida preventiva. Produtos destinados a humanos não devem ser utilizados, pois contêm substâncias inadequadas para ingestão pelos pets.
As consultas veterinárias frequentes são necessárias para avaliações clínicas e, quando indicado, para procedimentos de limpeza profunda e remoção de tártaro. A oferta de rações secas, petiscos funcionais e brinquedos mastigáveis seguros também auxilia na redução mecânica da placa bacteriana.
Outras recomendações incluem alimentação equilibrada, observação de sinais como mau hálito persistente, gengivas inchadas, sangramento ou dificuldade para mastigar, uso de soluções ou suplementos bucais indicados por profissionais, aplicação de géis ou enxaguantes antibacterianos veterinários e realização de raspagem dentária (tartarectomia) sob anestesia quando houver acúmulo de tártaro.
Sinais de alerta e busca por atendimento
O tutor deve observar mudanças no comportamento alimentar e na mastigação. Recusa de comida, dor ao tocar a boca, salivação excessiva ou inflamação gengival podem indicar alterações que exigem avaliação imediata.
A orientação é evitar automedicação ou tentativas caseiras de remoção de tártaro, pois essas práticas podem causar lesões e agravar infecções. O manejo deve ser conduzido por médico-veterinário.
Para o especialista, a combinação de informação, prevenção e acompanhamento profissional é a estratégia mais eficaz para reduzir doenças bucais e preservar a saúde sistêmica dos animais.


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