A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (20/01/2026) a suspensão de seis suplementos alimentares de duas marcas brasileiras, por conterem ingredientes cuja segurança não foi comprovada para consumo. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, também determina o recolhimento imediato dos produtos em todo o território nacional.
Entre os produtos suspensos estão Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. A medida impede que os suplementos sejam comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados ou consumidos.
A Anvisa esclareceu que os ingredientes desses suplementos não passaram por testes de segurança para uso alimentar, representando possíveis risco à saúde dos consumidores. A agência orienta que qualquer produto em circulação seja imediatamente retirado do mercado e não utilizado até nova avaliação.
Reações das empresas envolvidas
Em comunicado publicado nas redes sociais, a Cycles Nutrition afirmou que seus produtos utilizam ingredientes derivados principalmente de frutas e vegetais, submetidos a processos rigorosos de seleção, qualidade e certificação. A empresa destacou que os extratos vegetais e de frutas em pó são de uso amplamente reconhecido nacional e internacionalmente em alimentos e suplementos para aroma, sabor e cor.
A Cycles Nutrition informou que está fornecendo todas as informações técnicas e estudos necessários à Anvisa e manterá clientes e parceiros informados de forma transparente sobre a situação.
Medidas envolvendo a Mushin
Além da Cycles Nutrition, a Mushin Serviços e Comércio também teve três produtos suspensos: Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela. A Anvisa determinou a proibição de venda, distribuição, fabricação e consumo, além do recolhimento imediato.
Segundo a agência, os produtos da Mushin indicavam conter extrato de cogumelo rico em vitamina D, cuja segurança não foi avaliada para uso em suplementos, e alegavam benefícios não comprovados como redução do colesterol ruim e controle do açúcar no sangue.
A empresa, em nota, afirmou ter sido surpreendida pela decisão, alegando que o ingrediente, Cogumelo Agaricus Bisporus com vitamina D2, havia sido aprovado para uso em alimentos e suplementos em 2023. A Mushin informou que acionou advogados para contestar a suspensão e manter a legalidade de seus produtos.
Orientações da Anvisa
A Anvisa reforça que os consumidores devem evitar o consumo dos produtos suspensos e que o recolhimento deve ser imediato. A agência destaca a importância de verificar a segurança e aprovação de ingredientes antes da comercialização de suplementos.
O órgão também alerta fabricantes sobre a necessidade de comprovação científica e regulatória para todos os ingredientes utilizados, prevenindo riscos à saúde pública e garantindo conformidade legal.
*Com informações da Agência Brasil.


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