A exposição DiverCidade, que celebra os 50 anos de carreira de Paulo Canuto, entra em cartaz no Museu Náutico da Bahia a partir de sexta-feira (09/01/2026), com entrada gratuita. A mostra reúne 62 obras produzidas ao longo de cinco décadas e propõe uma leitura da dinâmica urbana, tendo Salvador como referência central.
Com curadoria de Chico Mazzoni, a exposição apresenta trabalhos em diferentes suportes, como telas, aerografias, desenhos, dobraduras e pinturas em camisas, evidenciando a multiplicidade técnica desenvolvida pelo artista ao longo de sua trajetória.
A visitação ocorre de sexta-feira (09/01/2026) até 22 de fevereiro, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h, no espaço localizado no Forte de Santo Antônio da Barra, no Farol da Barra.
Obras abordam a diversidade urbana e o cotidiano das cidades
O conjunto de obras apresentado em DiverCidade tem como eixo central a diversidade urbana, retratada por meio de fachadas, portas, janelas, cenas cotidianas, movimentos corporais e objetos urbanos transformados em elementos artísticos. A cidade é representada como espaço de circulação, memória e sobreposição de tempos.
A produção de Paulo Canuto dialoga diretamente com o ambiente urbano, explorando arquitetura, mobilidade, design, comportamento e história, em especial a partir da vivência em Salvador, cidade onde reside desde a infância.
Entre as técnicas utilizadas estão pintura acrílica sobre tela, aerografia sobre papel, aquarela, dobraduras com fios de cobre e intervenções em tecidos, ampliando o repertório visual e conceitual da exposição.
Curadoria destaca singularidade do olhar de Paulo Canuto
O curador Chico Mazzoni ressalta a singularidade do artista ao abordar a cidade como organismo em constante movimento. Segundo ele, a mostra traz representações marcantes da Salvador antiga, com destaque para portas e janelas que integram o imaginário cultural da cidade.
Para o artista visual e professor de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), Marcos Rodrigues, a obra de Paulo Canuto constrói uma narrativa que articula cidade, memória e fluxo urbano, utilizando o espaço como método e metáfora.
A exposição também dialoga com a formação de Canuto como arquiteto e urbanista, o que se reflete na atenção aos detalhes estruturais, ao desenho urbano e às relações entre corpo, espaço e deslocamento.
Trajetória artística reúne cinco décadas de experimentação
Nascido em Aracaju (SE), em 1953, Paulo Canuto vive em Salvador desde os cinco anos de idade e desenvolve sua produção artística há mais de 50 anos. Autodidata, o artista consolidou a aerografia como uma de suas técnicas recorrentes desde a década de 1980.
Ao longo da carreira, expandiu seus suportes e processos criativos, incorporando serigrafia, projeção, MDF, papel pluma, compensado, fórmica e placa cimentícia, além do uso de fio de cobre reciclado da construção civil em dobraduras escultóricas.
A exposição DiverCidade sintetiza essas experiências acumuladas, reunindo temas urbanos, referências ao design, ao esporte, à música e à cultura visual contemporânea, sob uma perspectiva de circulação e diversidade.
Serviço reúne informações sobre visitação e produção
A abertura oficial da exposição ocorre em quinta-feira (08/01/2026), das 18h às 22h. A produção é assinada pela Expoart, com apoio do Centro Cultural do Tribunal de Justiça da Bahia e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Além da mostra atual, Paulo Canuto possui um histórico de exposições individuais e coletivas realizadas em Salvador e outras instituições culturais, consolidando sua atuação no cenário das artes visuais brasileiras.



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