Exposição com 27 mulheres fotógrafas destaca cotidiano e memória do Bairro Dois de Julho em Salvador

A exposição “Fotografia e Cotidiano — Bairro Dois de Julho” será inaugurada no sábado (13/12/2025), às 16h, no Centro Cultural Que Ladeira É Essa?, reunindo obras produzidas por 27 mulheres fotógrafas do Foto Clube de Mulheres. A mostra, idealizada pela artista Rose Nascimento e instalada na Sala de Artes Zero7, apresenta uma leitura visual do cotidiano de um dos bairros mais emblemáticos do Centro Antigo de Salvador, estruturada por registros de cenas urbanas, práticas comunitárias e elementos do dia a dia.

O projeto reúne imagens que percorrem atividades cotidianas como feiras, circulação em calçadas, encontros em portas, culinária popular e interações comunitárias presentes no bairro. Os registros constroem uma representação do território a partir de conexões estabelecidas pelas fotógrafas com moradores e espaços. A iniciativa propõe uma abordagem que apresenta o bairro como ambiente dinâmico, marcado por permanências, interações e práticas sociais.

A artista Rose Nascimento destacou que a mostra reforça a importância do olhar feminino no registro de memórias e experiências urbanas. Segundo ela, as fotógrafas estabeleceram vínculos com o território ao ouvir histórias e acompanhar atividades locais, o que contribuiu para a construção do material apresentado. A curadoria ressaltou ainda que a produção visa aproximar público e comunidade por meio da imagem.

Curadoria e abordagem artística

A curadoria e direção assinadas por Marcelo Teles enfatizam o bairro como espaço onde tradição e contemporaneidade convivem. O curador afirmou que a fotografia desempenha função documental no projeto, permitindo o registro de relações sociais, modos de vida e interações culturais do Dois de Julho. O material resulta de uma produção coletiva, articulada a partir de diferentes perspectivas das autoras.

O conjunto de obras propõe um mapeamento visual do bairro, evidenciando sua organização social e práticas cotidianas. A curadoria buscou valorizar o modo como o território se constrói por meio de memórias e referências partilhadas entre comunidade e visitantes. A proposta insere o bairro em uma narrativa que evidencia sua importância histórica e cultural para Salvador.

A exposição oferece ao público um percurso que relaciona cenas do cotidiano com elementos simbólicos presentes no Centro Antigo. A abordagem busca apresentar o bairro como espaço de movimento contínuo, onde práticas diárias se transformam em elementos de memória coletiva e de representação urbana.

Acesso público e programação

A mostra permanecerá aberta ao público durante todo o verão, com entrada gratuita. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h, e aos sábados das 9h às 15h, na Sala de Artes Zero7. O espaço foi preparado para receber visitantes interessados em produções visuais contemporâneas e em atividades culturais no Centro Antigo.

Como iniciativa cultural localizada no território histórico da cidade, o projeto amplia o acesso à produção artística realizada por mulheres e reforça o Dois de Julho como ambiente de criação e diálogo. A programação integra o calendário cultural da região durante o verão e favorece a circulação de públicos diversos em atividades gratuitas.

A exposição contribui para a valorização de práticas artísticas vinculadas a territórios urbanos, fortalecendo ações de registro e documentação cultural. A presença de artistas mulheres e a abordagem coletiva reforçam a identidade da proposta e sua relevância para a agenda cultural da cidade.


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