Exposição “Retratos Submersos” abre em Salvador com 17 fotografias de Adriano Machado

A exposição “Retratos Submersos”, do fotógrafo Adriano Machado, será aberta nesta sexta-feira (10/07/2026), às 17h, na Galeria da Fundação Pierre Verger, localizada no Centro Histórico de Salvador. A mostra integra a quinta edição do projeto 16 Ensaios Baianos e apresenta 17 fotografias coloridas produzidas em diferentes regiões do Brasil e dos Estados Unidos.

As obras abordam narrativas construídas a partir da convivência entre o fotógrafo e as pessoas retratadas, reunindo imagens produzidas na Bahia, Pará, Piauí e nas cidades norte-americanas de Detroit e Nova Orleans. Segundo o artista, o trabalho busca revelar histórias pessoais que ultrapassam representações estereotipadas.

A exposição reúne fotografias de diferentes formatos e propõe uma reflexão sobre identidade, memória e experiências individuais por meio da fotografia documental e artística.

Exposição apresenta fotografias produzidas em diferentes territórios

As 17 imagens que compõem a mostra foram registradas ao longo de diferentes períodos de trabalho desenvolvidos por Adriano Machado. As fotografias retratam pessoas em contextos cotidianos e foram produzidas em Feira de Santana, Alagoinhas e Salvador, na Bahia; Belém e Ilha de Marajó, no Pará; Teresina, no Piauí; além de Detroit e Nova Orleans, nos Estados Unidos.

De acordo com o fotógrafo, cada retrato resulta de um processo de aproximação construído ao longo do tempo. O objetivo é registrar histórias individuais a partir da convivência e do estabelecimento de uma relação de confiança entre fotógrafo e fotografado.

No texto de apresentação da exposição, o curador Bruno Pinheiro afirma que o processo desenvolvido por Adriano Machado prioriza a construção da intimidade com cada pessoa retratada, em vez da produção de imagens imediatas, propondo uma abordagem baseada na convivência prolongada.

Obras abordam identidade, memória e experiências individuais

Entre as fotografias apresentadas está “Navegante de Mil Temporais”, produzida na Ilha de Marajó. A imagem retrata uma mulher dentro de uma embarcação e, segundo o fotógrafo, dialoga com narrativas ligadas à fé e à força individual.

Outra obra em destaque é “Trama”, registrada em Alagoinhas, que mostra uma mulher costurando ao lado de seus dois filhos. O artista relaciona a fotografia ao trabalho desenvolvido pela personagem retratada ao longo da criação da família.

Também integra a exposição a fotografia “Miguel”, definida pelo autor como uma homenagem póstuma a um professor dedicado à educação. Segundo Adriano Machado, a obra foi produzida em memória do educador após sua morte.

Projeto 16 Ensaios Baianos valoriza a produção fotográfica da Bahia

A exposição integra a quinta edição do 16 Ensaios Baianos, projeto desenvolvido pela Fundação Pierre Verger voltado à valorização da fotografia produzida na Bahia.

A iniciativa reúne artistas e pesquisadores da imagem, promovendo o diálogo entre diferentes gerações e trajetórias da fotografia baiana. Em cada edição, um ensaio fotográfico é apresentado ao público, ampliando o debate sobre diferentes olhares relacionados ao território e à cultura do estado.

Com “Retratos Submersos”, o projeto mantém a proposta de divulgar produções autorais desenvolvidas por fotógrafos vinculados à Bahia.

Adriano Machado reúne trajetória em fotografia, vídeo e artes visuais

Natural de Feira de Santana, Adriano Machado é artista visual e doutorando em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também foi pesquisador visitante da New York University, por meio de bolsa do programa Capes-Print.

Sua produção artística reúne projetos em fotografia, vídeo e instalação, abordando temas relacionados à identidade, memória e territórios afroinventivos. Ao longo da carreira, participou de exposições nacionais e internacionais, entre elas a Bienal de Dakar (2022), 31º Programa de Exposições do CCSP (2021), Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira (CCBB, 2025) e o Valongo Festival da Imagem (2019).

O artista também recebeu reconhecimentos como o Prêmio Marc Ferrez 2024, o Prêmio Estímulo no 4º SAPF (2024), o Prêmio-aquisição no Circuito de Arte Latino-Americano (2022), além do Prêmio Salões de Artes Visuais da Bahia e do Prêmio Funarte de Residências Artísticas. Suas obras integram coleções públicas e privadas, entre elas o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), a Coleção do Banco do Nordeste e a Casa de Cultura Mario Quintana.


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