A celebração de Santa Bárbara e de Iansã/Oyá, realizada na quinta-feira (04/12/2025) no Pelourinho, em Salvador, reuniu milhares de participantes em um dia marcado por fé, rituais religiosos e apresentações musicais apoiadas pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da SecultBA. A programação abriu oficialmente o ciclo de festejos populares no estado.
No Largo do Pelourinho, a abertura musical contou com Jorginho Commancheiro e Banda Pocket, incluindo um tributo aos Tincoãs com arranjos de Ana Paula Albuquerque. O repertório apresentou composições como “Capela D’Ajuda”, “Obaluaê”, “Deixa a Gira Girar” e “Sabiá Roxa”, marcando o início das atividades culturais do evento.
Segundo a arranjadora, o trabalho retomou músicas consolidadas no imaginário nacional. Ana Paula destacou que o espetáculo reuniu influências da produção musical baiana e dialogou com as tradições que integram a festa.
Continuidade da programação musical
A sequência de shows foi comandada por Juliana Ribeiro, que apresentou canções de samba de roda e carimbó, além de participações de Gal do Beco e Negra Jhô. A artista ressaltou a relação entre o repertório e os elementos simbólicos associados às celebrações dedicadas a Oyá.
O evento também recebeu o grupo Samba de Oyá, que levou ritmos percussivos ao público. As integrantes destacaram o papel do apoio institucional na promoção da cultura popular e na ampliação da visibilidade de grupos artísticos da Bahia.
A vocalista Bárbara de Oyá afirmou que o incentivo estadual contribui para a difusão das tradições e para o acesso da população às manifestações musicais relacionadas ao festejo.
Movimentação turística e expressões de fé
A Festa de Santa Bárbara atraiu visitantes e devotos, que acompanharam rituais, cortejos e apresentações distribuídos pelos largos do Pelourinho. As atividades reforçaram elementos simbólicos vinculados ao sincretismo entre Santa Bárbara e Iansã, aspecto central da celebração.
O turista catarinense Frederico Costa relatou que encontrou a comemoração ao visitar o centro histórico e observou a importância das manifestações culturais para a dinâmica da cidade durante o período.
Para devotos como Robson Nolasco (Batuji e Adjina), o festejo reforça práticas religiosas e expressões de resistência presentes na simbologia de Iansã. Ele ressaltou que o evento fortalece o diálogo sobre tradições e religiosidade de matriz africana.
Programação paralela
Além das atrações principais, o Largo Pedro Archanjo recebeu apresentações do Pagode do Carvalho e de O Pretinho & Convidados, que iniciaram as atividades ainda no período da manhã. No Largo Quincas Berro D’Água, o público acompanhou Tonho Matéria e o Ensaio do Fogueirão, reunindo grupos de samba e sambas juninos.


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