Dia do Samba reúne grande público no Pelourinho e reforça tradição cultural na Bahia

A celebração do Dia Nacional do Samba, realizada na terça-feira (02/12/2025), levou milhares de pessoas ao Largo do Pelourinho, em Salvador, e reforçou o papel do Centro Histórico como espaço de difusão das expressões culturais da Bahia. A programação gratuita contou com 40 atrações, reunindo artistas consolidados, novos representantes do gênero e grupos tradicionais.

O evento teve apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e iniciou por volta das 19h40 ao som de Aquarela Brasileira, composição de Silas de Oliveira. O repertório percorreu diferentes estilos do samba, destacando a diversidade do ritmo reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.

Entre os participantes, o cantor e compositor Nelson Rufino ressaltou a importância da presença do samba na Bahia e sua relação com a tradição local. Já artistas como Edil Pacheco, Roberto Mendes, Juliana Ribeiro, Ju Moraes e o grupo Batifun marcaram a noite com apresentações que conectam gerações de sambistas.

Encontros entre artistas e público no Pelourinho

A cantora Juliana Ribeiro destacou o simbolismo de ocupar novamente o Pelourinho no Dia do Samba, ressaltando a relevância histórica do local para a cultura negra. A artista afirmou que o encontro de compositores, intérpretes e novos criadores fortalece a continuidade do gênero e amplia o alcance das produções contemporâneas.

A programação contou também com a participação da carioca Teresa Cristina, que ressaltou a influência da Bahia na formação do samba. Para a artista, cantar em Salvador representa um retorno às origens do ritmo e reforça a troca entre diferentes gerações, elemento que mantém o samba ativo ao longo de dois séculos.

Entre o público, moradores, turistas e admiradores acompanharam os shows até o encerramento. A assistente social Ana Paula França, 43 anos, destacou a emoção de vivenciar a celebração no Centro Histórico, mencionando o impacto cultural e afetivo do samba em sua trajetória pessoal.

Contexto histórico e impacto no Centro Histórico

Instituído em 1972, o Dia Nacional do Samba tem na Bahia um dos principais polos de celebração, marcado pela presença de blocos afro, sambistas, mestres e grupos tradicionais. No Pelourinho, o vínculo do estado com o ritmo permanece fortalecido por apresentações que preservam e projetam a memória do samba.

A movimentação intensa registrada em áreas como o Terreiro de Jesus evidenciou o impacto positivo do evento no turismo e no comércio local, segundo comerciantes da região. Com uma grade diversificada que contemplou várias vertentes do gênero, a celebração reforçou o samba como expressão relevante da cultura baiana e ampliou a participação do público nas atividades culturais do Centro Histórico.


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