Samba Junino em Salvador: Projeto Identidades promove oficina percussiva para estudantes

O Projeto Identidades realiza, dia 1º de dezembro de 2025, às 14h, sua sexta atividade itinerante no Colégio Estadual Edivaldo Boaventura, no bairro do Stiep, em Salvador. A ação, promovida pela Associação Cultural Quero Ver o Momo, tem como objetivo aproximar os estudantes das manifestações culturais afro-brasileiras e discutir o papel do Samba Junino na valorização das raízes identitárias.

Com o tema “Samba junino: um ritmo soteropolitano”, a atividade propõe rodas de conversa sobre produções culturais e artísticas carregadas de significados identitários, também conhecidas como samba duro, debatendo sua importância na formação cultural da juventude.

A roda de conversa contará com a participação do músico, sambista, compositor e produtor cultural Jorge Fogueirão, do mestre e diretor do grupo Samba Fogueirão, Geraldo Marques, e da professora Tânia Oliveira, com mediação da educadora e escritora Karla Daniella Brito.

Oficina prática de percussão

Após o debate, os estudantes participarão de uma oficina de percussão, ministrada por Geraldo Marques, mestre com experiência em instituições como Escola Olodum, Pracatum, APAE, FUNCEB e QUABALES, e maestro da Orquestra Afro Baiana Olodum.

O mestre orientará os estudantes na execução de ritmos característicos do Samba Junino, contribuindo para a continuidade e promoção dos valores culturais afro-brasileiros e fortalecendo a conexão dos jovens com a herança musical local.

A atividade também busca estimular a expressão artística, o diálogo sobre a história afro-brasileira e a percepção sobre a identidade cultural soteropolitana, alinhada ao currículo escolar e ao fortalecimento de práticas educativas inovadoras.

Projeto Identidades e educação afrocentrada

O Projeto Identidades integra um ciclo de ações que envolvem estudantes de Salvador e Região Metropolitana em vivências artísticas e educativas, com foco na valorização das culturas afro-brasileira e indígena, no fortalecimento do pertencimento étnico-racial e na promoção de uma educação afrocentrada, criativa e plural.

A iniciativa é realizada pela Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo, contemplada pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, e recursos federais direcionados pelo Ministério da Cultura.


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