Estudantes do Colégio Clarisse Santiago celebram cultura afro-brasileira com desfile de moda sustentável em shopping de Salvador

Estudantes do Colégio Estadual Clarisse Santiago dos Santos apresentaram, nesta segunda-feira (17/11/2025), um desfile de moda sustentável no Shopping Bela Vista, em Salvador, como parte da programação do Novembro Negro. O evento exibiu figurinos desenhados, customizados e costurados pelos próprios alunos no Ateliê Criativo Jovem em Ação, desenvolvido dentro do Programa Mais Educação, da Secretaria de Educação (SEC).

O desfile, conduzido pelo grupo Percussão Tamborizada, formado por estudantes da unidade escolar, apresentou modelos criados com materiais reciclados e doados pela comunidade, inspirados no tema “A Revolta dos Búzios”, também conhecida como Conjuração Baiana, estudada em sala de aula sob orientação da professora de História Marta Nogueira.

A estudante Beatriz Miranda Santos, 23 anos, destacou a importância de participar de um evento vinculado ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, ressaltando o caráter educativo e sustentável do projeto.

Formação artística e identidade cultural

O estilista e oficineiro Rey Vilas Boas reforçou que o desfile evidencia a visibilidade de jovens negros e aborda temas como sustentabilidade e autonomia na criação artística, destacando a relevância de realizar o evento em um espaço público de grande circulação, como o shopping.

O percussionista e oficineiro Rafiky afirmou que o projeto do Clarisse Santiago contribui para a construção identitária dos estudantes, fortalecendo a ancestralidade e expressão cultural por meio da música.

Segundo o diretor da escola, Marcos César Guimarães, o evento promove protagonismo juvenil e valorização da identidade afro-brasileira, integrando educação, arte e cultura. Ele destacou que o desfile também impulsiona empreendedorismo juvenil, viabilizado pelo programa Educar Mais Bahia, que permite à escola contratar profissionais para desenvolver iniciativas culturais e pedagógicas.

Desenvolvimento educacional e social

A professora de Biologia, Thais Danila da Cruz, explicou que os alunos participam do ateliê conforme suas preferências, seja na costura, pintura ou desfile, promovendo engajamento, autoestima e resgate cultural.

A educadora destacou que o projeto contribui para reduzir a evasão escolar e fortalece a compreensão das raízes históricas e culturais dos estudantes, especialmente os jovens periféricos e negros.

O ateliê também possibilitou que a escola fosse convidada para a Feciba (Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia), ampliando oportunidades de formação e visibilidade para os participantes.


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