O ex-atleta paralímpico Robson Sampaio de Almeida foi oficialmente declarado Patrono do Paradesporto Brasileiro pela Lei 15.238, sancionada na quinta-feira (23/10/2025) pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (24). Sampaio foi primeiro medalhista paralímpico do Brasil, conquistando prata nos Jogos Paralímpicos de 1976, no Canadá, na modalidade lawn bowls, em dupla com Luiz Carlos Costa.
Histórico de conquistas e contribuição para o esporte adaptado
O feito de Sampaio ocorreu quatro anos após a estreia brasileira nos Jogos Paralímpicos, em 1972, em Heidelberg, Alemanha. O ex-atleta ficou paraplégico após um acidente em uma fábrica nos Estados Unidos, mas retornou ao Brasil e fundou o Clube do Otimismo, primeiro movimento nacional voltado à prática esportiva por pessoas com deficiência, no final da década de 1950.
Segundo a relatora do projeto na Comissão de Esporte (CEsp) do Senado, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a trajetória de Sampaio marcou o início do paradesporto no país, inspirando gerações e contribuindo para a inclusão esportiva de pessoas com deficiência.
Processo legislativo e critérios para patronos
A lei é originária do Projeto de Lei (PL) 4.150/2023, do senador Confúcio Moura (MDB-RO). O texto foi aprovado pelos senadores em dezembro de 2023 e pelos deputados em julho de 2025. Conforme a Lei 12.458, de 2011, o título de patrono exige que o homenageado seja brasileiro, falecido há pelo menos dez anos e com destacada contribuição em sua área de atuação, podendo abranger esportes, educação, artes e outros setores.
A homenagem consolida Robson Sampaio como referência nacional no paradesporto, reconhecendo sua importância histórica e o impacto de seu trabalho na inclusão e desenvolvimento do esporte adaptado no Brasil.
*Com informações da Agência Senado.


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