A Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan) realizou, na quinta (30/10/2025) e sexta-feira (31/10/2025), uma série de oficinas voltadas à construção do Plano de Desenvolvimento Integrado Bahia 2050 (PDI Bahia 2050). O encontro reuniu gestores públicos, empresários, pesquisadores e representantes da sociedade civil, com o objetivo de aperfeiçoar estratégias que orientarão o desenvolvimento econômico e social da Bahia nas próximas três décadas.
Estrutura e eixos estratégicos
Coordenada pela Superintendência de Planejamento Estratégico (SPE/Seplan), a atividade foi organizada a partir de cinco pilares considerados essenciais para o futuro do estado: Competitividade Sistêmica, Sustentabilidade Ambiental e Climática, Educação Cidadã e Transformadora, Diversidade e Equidade com Qualidade de Vida e Gestão e Inovação.
Os grupos de trabalho discutiram 21 objetivos estratégicos e 84 estratégias de desenvolvimento, que serão refinadas com base nas contribuições dos participantes. A metodologia prevê a construção colaborativa e participativa do plano, com etapas voltadas à integração regional e institucional.
Planejamento de longo prazo
O secretário estadual do Planejamento, Cláudio Peixoto, destacou o papel de destaque da Bahia no campo do planejamento estratégico de longo prazo, alinhado à Estratégia Brasil 2050.
Segundo o gestor, o estado mantém uma trajetória contínua de elaboração e monitoramento de planos estruturantes.
“A Bahia se alinha ao que há de mais moderno em planejamento de longo prazo. Temos sido referência nacional por adotar uma visão consistente e integrada de futuro”, afirmou.
Consolidação das etapas
O superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Ranieri Barreto, ressaltou que esta é uma fase decisiva do processo, na qual as propostas preliminares são debatidas amplamente com a sociedade.
“Colocamos em discussão as estratégias formuladas para garantir que o PDI reflita a visão coletiva dos baianos”, explicou.
Participação da sociedade civil
O processo de construção do plano inclui representantes de diferentes segmentos sociais. O consultor Zulu Araújo, da Conder, avaliou que a participação popular é fundamental para garantir resultados sustentáveis.
“Planejar o futuro da Bahia exige envolvimento, reflexão e compromisso com a qualidade de vida da população”, declarou.
A publicitária Laís Campos, representante da sociedade civil, também destacou a importância da iniciativa, com foco na diversidade e na inclusão.
“Foi uma oportunidade de contribuir com políticas voltadas à cultura e à comunicação, ampliando o debate sobre o desenvolvimento com base na participação coletiva”, afirmou.
Metodologia e próximos passos
As estratégias do PDI Bahia 2050 são definidas como macroorientações estruturais que indicam os caminhos para alcançar resultados de longo prazo. A atual fase de oficinas antecede os Seminários Macroterritoriais, que serão realizados nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, ampliando a participação regional.
O plano adota como princípios sustentabilidade, inovação e inclusão, alinhando o desenvolvimento do estado às principais agendas globais, como a transição energética, as mudanças climáticas e os novos cenários geopolíticos.


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