OSetembro Verde reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, tumor associado ao estilo de vida. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 45.630 novos casos da doença no Brasil em 2025, sendo 1.940 na Bahia. O câncer colorretal acomete o cólon e o reto, e 90% dos casos se originam a partir de pólipos, lesões benignas da parede intestinal.
Fatores de risco e prevenção
Segundo especialistas, além do estilo de vida inadequado, fatores como histórico familiar, inflamações intestinais crônicas e presença de pólipos aumentam o risco da doença, explica Eduardo Moraes, oncologista da Oncoclínicas. O câncer colorretal é o segundo mais frequente em homens e mulheres brasileiros, atrás apenas de cânceres de mama e próstata (sem considerar câncer de pele não melanoma), e está relacionado a alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Impacto da alimentação
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo excessivo de carnes vermelhas, embutidos, ultraprocessados e refinados eleva o risco de câncer colorretal. A alimentação equilibrada, rica em fibras e produtos in natura, contribui para redução da inflamação intestinal e proteção contra a doença, segundo a oncologista Mônica Kalile, da Oncoclínicas.
Dez hábitos para prevenção
-
Manter peso adequado
-
Consumir três porções de frutas e três de legumes e verduras diariamente
-
Limitar consumo de carne vermelha
-
Praticar atividade física regular
-
Não fumar
-
Beber aproximadamente dois litros de água por dia
-
Evitar alimentos ultraprocessados e embutidos
-
Reduzir sal, açúcar e gordura
-
Evitar consumo excessivo de álcool
-
Controlar o estresse, fator que afeta imunidade e microbiota intestinal, alerta Marco Lessa, oncologista da Oncoclínicas
Rastreamento e colonoscopia
A colonoscopia é o exame mais eficaz para detecção precoce de tumores colorretais, permitindo identificar e remover pólipos ou tumores malignos. Para pessoas assintomáticas e sem fatores de risco, a recomendação é realizar o exame entre 45 e 50 anos, com repetição a cada 5 ou 10 anos, conforme orientação médica.
Pacientes com histórico familiar ou fatores de risco devem iniciar o rastreamento mais cedo, com monitoramento contínuo. “O exame permite identificar lesões pré-cancerígenas, fundamentais para a prevenção ou diagnóstico precoce do câncer colorretal”, explica Marco Lessa. O oncologista Eduardo Moraes reforça que a frequência e início do exame devem ser discutidos individualmente com o médico.


Deixe um comentário