A comédia satírica ‘Matilde’ inicia sua temporada em Salvador nesta sexta-feira (05/09/2025), no CineTeatro 2 de Julho, apresentando uma narrativa que combina humor, reflexão social e homenagem ao artista Paulo Gustavo. Idealizada por Gustavo em 2015 especialmente para Malu Valle, a peça é dirigida por Gilberto Gawronski, com texto de Julia Spadaccini, e aborda temas como envelhecimento, relações intergeracionais, discriminação etária e estigmas sociais impostos às mulheres na terceira idade.
Retorno histórico e trajetória do espetáculo
A história de Matilde remonta a 2005, quando Paulo Gustavo, então estudante de Artes Cênicas da CAL, convidou Malu Valle para dirigir Infraturas, projeto que marcou o início de sua carreira e consolidou sua amizade com Fábio Porchat. Em 2015, a parceria evoluiu com a criação de Matilde, invertendo os papéis para que Malu atuasse sob a direção de Gustavo. O retorno do espetáculo em 2025 simboliza o desfecho desse ciclo artístico e celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle.
Após estreias no CCBB Rio de Janeiro e temporadas em Belo Horizonte e Brasília, o espetáculo chega a Salvador, onde será apresentado de sexta a segunda-feira, de 5 a 29 de setembro, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil, apoio do Ministério da Cultura e Banco do Brasil, produção nacional da Bucker Produções Artísticas e produção local da Carambola Produções.
Enredo e temática de ‘Matilde’
O espetáculo narra a rotina de Matilde (Malu Valle), mulher de 60 anos aposentada, cujo cotidiano em Copacabana muda ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), ator de 36 anos em busca de oportunidades. O texto combina humor e sensibilidade para tratar de relações intergeracionais, envelhecimento e questões sociais, explorando estigmas de gênero e idade e questionando tabus relacionados à sexualidade e identidade na terceira idade.
Dirigido por Gilberto Gawronski, o espetáculo utiliza a comédia satírica para evidenciar os medos, conflitos e transformações de seus personagens, promovendo uma reflexão sobre discriminação etária e desigualdades culturais. A peça se conecta ao legado de Paulo Gustavo, que utilizava a arte como instrumento de crítica social e de reflexão sobre contradições culturais.
Comédia satírica como ferramenta de reflexão
Em Matilde, a comédia satírica vai além do humor, atuando como um instrumento de questionamento social, desafiando estereótipos e incentivando debates sobre igualdade, respeito e inclusão. Ao combinar temas universais com elementos cênicos contemporâneos, a obra transforma a experiência teatral em um espaço de análise crítica e engajamento cultural.


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