O longa-metragem francês “Olhe o Mar” (“Regarde”) estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4/6/2026), apresentando uma narrativa que acompanha um casal separado que tenta superar diferenças para apoiar o filho adolescente diagnosticado com uma doença rara. A produção aborda relações familiares, adaptação diante de mudanças e convivência com a perda da visão.
Dirigido e roteirizado por Emmanuel Poulain-Arnaud, o filme acompanha Chris e Antoine, interpretados por Audrey Fleurot e Dany Boon, que precisam reorganizar a relação após descobrirem que Milo, de 16 anos, vivido por Ewan Bourdelles, ficará cego.
A trama se desenvolve quando os pais decidem levar o filho até a praia de Hossegor, no sudoeste da França, para que ele veja o mar antes da perda da visão. A viagem se transforma em uma tentativa de reconstrução dos vínculos familiares.
Produção francesa mistura drama e comédia para abordar transformação familiar
“Olhe o Mar” é uma coprodução entre França e Bélgica e chega ao país com distribuição da Autoral Filmes. O filme será exibido em cidades como Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
O diretor Emmanuel Poulain-Arnaud escolheu a comédia dramática como caminho para tratar de uma situação marcada por mudanças pessoais e familiares. Segundo o realizador, a inspiração veio de uma experiência própria relacionada a uma doença grave.
“Eu sempre parto da premissa de que há luz na tragédia. Quando passei por um câncer cercado pelos meus pais, foi obviamente uma grande reviravolta familiar, mas também criou situações cômicas através do constrangimento e da falta de jeito gerados pelo choque”, afirmou o cineasta.
A proposta do filme é mostrar como situações de crise podem revelar novas formas de convivência. Para Poulain-Arnaud, momentos de transformação também podem abrir espaço para situações de humor decorrentes das relações humanas.
Filme acompanha pais separados diante da cegueira do filho
Na narrativa, Chris e Antoine precisam lidar com conflitos acumulados desde o divórcio enquanto enfrentam a possibilidade de uma mudança definitiva na vida de Milo. A condição do adolescente altera a dinâmica entre os personagens e exige cooperação entre os pais.
Segundo o diretor, o casal precisa compreender novamente os elementos que sustentaram a relação e a formação da família. A história acompanha esse processo de aproximação diante de uma circunstância inesperada.
“Eles precisam redescobrir o que fortaleceu seu relacionamento e sua família”, explicou Poulain-Arnaud ao comentar a trajetória dos personagens.
O elenco reúne atores com trabalhos anteriores no cinema e na televisão francesa. Audrey Fleurot participou da série “Morgana: A Detetive Genial”, enquanto Dany Boon esteve em “Conduzindo Madeleine”. O jovem Ewan Bourdelles integra a produção como Milo.
Hossegor é cenário da jornada e referência para o surfe adaptado
A praia de Hossegor, localizada no sudoeste francês, ocupa papel central na construção visual e narrativa do filme. O destino é conhecido pela prática do surfe e também por iniciativas voltadas ao surfe adaptado.
Para Emmanuel Poulain-Arnaud, a relação entre esporte e deficiência visual contribuiu para a escolha do local. Segundo ele, atividades como o surfe podem auxiliar pessoas com deficiência visual na exploração de novos sentidos.
O filme utiliza o cenário litorâneo como parte da trajetória dos personagens, relacionando a viagem ao processo de adaptação vivido pelo adolescente e pela família.
Com a estreia nacional em 4 de junho de 2026, “Olhe o Mar” chega ao circuito brasileiro apresentando uma história sobre vínculos familiares, mudanças pessoais e a busca por novas formas de enfrentar desafios.
Confira vídeo


Deixe um comentário