O coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus revelou no último domingo (31/08/2025), em entrevista ao Fantástico, que foi diagnosticado com bursite trocantérica e tendinopatia dos glúteos. As condições têm provocado dor e limitação em suas atividades, impactando sua rotina profissional e pessoal.
O que são bursite trocantérica e tendinopatia dos glúteos
Segundo o Dr. Pedro Pillar, professor de ortopedia do Centro Universitário Afya Itaperuna, essas doenças são causas comuns de dor na lateral do quadril, afetando tanto atletas quanto pessoas sedentárias. Elas são frequentes em corredores, praticantes de esportes de impacto, dança ou em pessoas que realizam caminhadas prolongadas.
Grupos de risco
O especialista explica que, além do público esportivo, a condição é mais prevalente em mulheres entre 40 e 60 anos, devido a fatores hormonais e anatômicos. Também pode ocorrer em quem pratica treino de força sem equilíbrio entre alongamento e fortalecimento.
Tratamento indicado para Carlinhos de Jesus
O manejo clínico vai além do uso de medicamentos. O tratamento inclui redução da inflamação, correção de causas mecânicas e fortalecimento muscular. Entre as medidas estão aplicação de gelo, fisioterapia, uso de palmilhas para corrigir desalinhamentos, infiltrações e terapias como ondas de choque para casos mais resistentes.
Controle da dor e reabilitação
O Dr. Raul Oliveira, fisioterapeuta da Afya Itaperuna, destaca que o alívio da dor é essencial para que o paciente consiga participar das intervenções funcionais. Ele alerta que evitar movimentos pode causar disfunções secundárias e perpetuar o ciclo de dor.
Prognóstico e possibilidade de cirurgia
Segundo os especialistas, pacientes engajados apresentam melhora significativa já nas primeiras semanas, especialmente no controle da dor e no retorno funcional inicial.
Indicação cirúrgica
A cirurgia é considerada apenas quando a dor persiste por mais de seis meses, com limitação funcional ou ruptura de tendões confirmada em exames de imagem. O retorno a atividades leves ocorre em quatro a seis semanas, com fortalecimento contínuo por até seis meses.


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