O Congresso Brasileiro de Reumatologia, realizado em Goiânia (GO), trouxe à tona a preocupação com as doenças reumáticas que afetam mais de 15 milhões de brasileiros, de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Essas doenças, que acometem o aparelho locomotor, incluindo ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos, também podem atingir órgãos como rins, coração e pulmões.
Entre os relatos, a jornalista Mariana Felipe de Oliveira compartilhou sua experiência ao receber o diagnóstico de espondilite anquilosante, um tipo de reumatismo que causa inflamação na coluna vertebral e nas articulações sacroilíacas. Ela ressaltou a importância do diagnóstico precoce, que permitiu um tratamento eficaz em um estágio inicial da doença.
As doenças reumáticas compreendem mais de 100 tipos, incluindo osteoartrite, fibromialgia, osteoporose, gota, tendinite, bursite e artrite reumatoide. O presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Marco Antônio Araújo da Rocha Loures, destacou que essas doenças são autoimunes, em que o próprio organismo ataca suas células, causando processos inflamatórios em diversos órgãos.
O diagnóstico das doenças reumáticas muitas vezes é clínico, exigindo um exame físico detalhado. Embora muitas pessoas associem essas doenças a idosos, elas podem afetar pessoas de todas as idades. É fundamental buscar um reumatologista ao sentir sintomas como dores articulares, musculares ou na coluna.
Segundo o diretor científico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Ivanio Alves Pereira, os tratamentos disponíveis hoje, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, tratamentos complementares, como fisioterapia e acompanhamento nutricional, podem não ser acessíveis a todos.
Recentemente, o Congresso aprovou um projeto de lei que regulamenta o tratamento de fibromialgia e fadiga crônica pelo SUS, visando oferecer atendimento integral a pacientes com essas condições, o que incluiria tratamento multidisciplinar e acesso a terapias complementares.
*Com informações da Agência Brasil.


Deixe um comentário