Na terça-feira (12/08/2025), o tema da violência urbana e segurança pública esteve no centro da 48ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS), motivado por recentes episódios de violência. Entre os casos destacados estão um tiroteio em frente à Arena Aquática de Salvador, que interrompeu a 16ª edição do Mundial Sub-20 Feminino de Polo Aquático, um tiroteio próximo ao antigo Centro de Convenções, uma troca de tiros na Chapada do Rio Vermelho e uma ação da Polícia Militar no bairro do Garcia, que interditou a Avenida Garibaldi.
O presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), informou que 15 projetos enviados pelo Executivo municipal serão lidos em plenário nesta quarta-feira (13/08/2025), iniciando a tramitação.
“Vou analisar todos os projetos com os vereadores. A oposição amanhã terá acesso a todos os projetos, que serão lidos no plenário”, afirmou Muniz.
Durante a sessão, o vereador Claudio Tinoco (União) questionou a declaração do governador Jerônimo Rodrigues, que classificou a Bahia como “estado de paz”. Tinoco questionou: “O que é que nós temos na Bahia: um estado de paz ou um estado de guerra?”, e atribuiu à gestão estadual relaxamento em políticas públicas de segurança, educação e assistência social.
O vereador Alexandre Aleluia (PL) reforçou críticas à condução da segurança pública pelo governo estadual, afirmando que a violência tornou-se uma rotina na cidade e ressaltando que a população não pode se acostumar com essa situação.
O líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União), e o vereador Sandro Filho (PP) também comentaram sobre os impactos dos episódios de violência, destacando a repercussão internacional negativa. Sandro Filho afirmou:
“O Brasil está passando por um vexame internacional, está sendo motivo de piada porque o governador não tem competência para administrar a segurança pública do nosso estado. Precisamos nos unir e cobrar urgentemente por mudanças”.
Kiki Bispo acrescentou que a violência compromete o desenvolvimento da cidade e pediu desculpas à delegação do Mundial de Polo Aquático pelo incidente na piscina olímpica.
“Infelizmente, a imagem que fica é de violência. E quem nos responde por que as ações criminosas estão vindo para a Bahia? Como é que vamos desenvolver a nossa cidade dessa maneira?”, questionou.
A líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), defendeu a união de governos municipal, estadual e federal para enfrentar a violência, destacando que a segurança pública envolve múltiplas causas e políticas. Segundo Souza, é necessário aplicar inteligência, políticas públicas, educação, alimentação e geração de empregos para reduzir os índices de criminalidade.
O vereador Sílvio Humberto (PSB) complementou, alertando para a ausência de políticas municipais voltadas à juventude negra, apontando uma lacuna na atuação da administração local.


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