Na segunda-feira (26/05/2025), a Tribuna Popular realizada no auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador (CMS) abordou dois temas principais: segurança alimentar e violência contra jornalistas. O evento reuniu representantes da sociedade civil, vereadores e lideranças políticas para debater as questões que impactam a população e os profissionais da imprensa na cidade.
Segurança alimentar em Salvador
Durante a sessão, Mosar Santos, representante do Instituto Kemet, destacou que cerca de 30% da população de Salvador vive em situação de insegurança alimentar. Ele solicitou o apoio dos vereadores para a aprovação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar, enfatizando a ausência de um marco legal permanente e estruturado para enfrentar a vulnerabilidade alimentar.
Mosar apontou que, apesar do aumento no número de restaurantes populares, essa medida isolada não é suficiente para transformar a realidade da segurança alimentar no município, citando dificuldades na articulação entre diferentes esferas governamentais.
Em resposta, o líder do governo na Câmara, vereador Kiki Bispo (União), contestou os argumentos apresentados, indicando que a responsabilidade sobre os restaurantes populares seria do Governo do Estado, que possui apenas dois equipamentos e cobra R$ 2 por refeição. Segundo ele, a Prefeitura oferece dez unidades gratuitas, ressaltando a diferença na oferta de serviços públicos.
As vereadoras Marta Rodrigues (PT) e Aladilce Souza (PCdoB), respectivamente da base governista e da oposição, comprometeram-se a buscar soluções para o impasse entre as demandas apresentadas e as ações públicas vigentes.
Violência contra jornalistas e impasse com a Associação Bahiana de Imprensa
No segundo bloco da Tribuna Popular, Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), abordou o descumprimento da cláusula de reajuste anual do contrato de locação das salas da entidade à Prefeitura. Marques também discutiu a violência sofrida por jornalistas na capital, destacando a necessidade de medidas para proteger os profissionais de imprensa.
O presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), comprometeu-se a mediar o diálogo entre a Prefeitura e a ABI para tentar resolver o impasse referente ao contrato de locação.


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